Economia


Donos de supermercados avaliam limitar a quantidade de compra de arroz por pessoa em Sergipe


Publicado 15 de setembro de 2020 às 14:45     Por Eduardo Costa     Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em meio à crise nacional que disparou o preço de produtos das cestas básicas, a Associação Sergipana de Supermercados (Ases) avalia a possibilidade de limitar a quantidade de compra de quilos de arroz por pessoa, evitando a escalada de valores do arroz nos supermercados de Sergipe.

O assunto foi debatido em reunião nesta terça-feira (15) com a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor do Ministério Público de Sergipe (MP-SE). O presidente da Ases, Anderson da Cunha, afirmou que a situação do arroz “está preocupante” e defendeu: “Acho que o mais viável é limitar, para o pessoal não estocar dentro de casa”.

Já o responsável de consultoria e gestão da Associação, Manoel Costa, explicou que os supermercados não possuem poder de grandes mudanças, por serem os últimos em uma grande cadeia. “O preço de venda hoje é composto pelo produtor, pela usina de beneficiamento, pelo representante dessa usina, pelo distribuidor e pelo atacadista, para depois chegar a nós varejistas. Somos apenas uma classe da cadeia”.

Manoel ainda afirmou que, por isso, os supermercados não lucram com os aumentos dos preços. Ele pontuou que o aumento vem acontecendo por uma questão estrutural: como os mercados mundiais voltaram antes do brasileiro na pandemia e o arroz nacional é barato mundialmente, houve uma grande demanda, que fez os preços dispararem.

“Há uma preocupação de desabastecimento, e a possibilidade de limitar em pessoas pode ser uma prática das redes”, completou Manoel, também defendendo a limitação do produto por pessoa.

A promotora de Justiça Euza Missano esteve presente e defendeu também a ideia da limitação na compra. Ela explicou que para isso acontecer, a Ases deve avisar ao MP-SE em até 48 horas se há risco de desabastecimento. “Caso a ideia seja limitar, vamos discutir, chamar a secretaria da Fazenda para limitar também no atacado”, afirmou.

Segundo ela, tendo justa causa, a limitação é permitida. Somente a partir desta manifestação da Ases com as informações mais precisas, seria discutida a possibilidade.

Os coordenadores respectivos dos Procons estadual e nacional, Tereza Raquel e Igor Lopes, falaram da questão dos preços abusivos e pontuaram as fiscalizações. “Estamos monitorando as cestas básicas desde março. A secretaria Nacional do Consumidor foi solicitada para enviar os supermercados notificados”, afirmou. Já Igor disse que é necessário “distinguir preços caros de preços abusivos”.

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