O governo avalia criar um programa de microcrédito para quem recebe o Bolsa Família. A ideia é que sejam liberados empréstimos de R$ 500 até R$ 1.000. Como o auxílio emergencial da pandemia termina neste ano, o governo tem estudado outras medidas para tentar apoiar a população mais pobre, como auxílio-creche de R$ 52 por mês e prêmios de até R$ 1.000 a bons alunos, segundo reportagem divulgada pelo Uol neste sábado (5).
De acordo com a publicação, ainda não está definido se o dinheiro dos empréstimos terá origem em recursos orçamentários da União ou da Caixa. O orçamento inicial do programa não deve superar R$ 2 bilhões.
O presidente do banco público, Pedro Guimarães, já declarou que pretende transformar o Caixa Tem em um banco digital e fazer uma oferta inicial de ações. E, entre os produtos que ele quer oferecer aos correntistas, está o microcrédito, com empréstimos de até R$ 1.000. Se o governo optar por direcionar recursos do orçamento para o programa, a ideia é que um fundo seja estruturado nos moldes do que foi criado para o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).
Ainda conforme o site, a equipe econômica estuda se o risco de crédito das operações será 100% do fundo ou se será dividido com a Caixa.
Apesar das discussões sobre o programa estarem avançadas, técnicos da equipe econômica têm alertado ao ministro da Cidadania, Onyx Lorezoni, gestor do Bolsa Família, que a medida precisa ser pensada com muito cuidado para que o microcrédito não se torne algo que levará apenas ao consumo imediato, sem o uso consciente dos valores.
Dados do Banco Central (BC) indicam que a taxa de calotes do microcrédito é baixa e chegou a 2,4% em outubro. A taxa é inferior a inadimplência geral do crédito para pessoa física, que chegou a 3,1% no mesmo mês. Já a taxa para o crédito pessoal chegou a 5,7%, na mesma base de comparação. Atualmente, a carteira de microcrédito de todos os bancos que operam essa modalidade é de apenas R$ 6,8 bilhões.
O Ministério da Cidadania já oferece aos inscritos no Cadastro Único e aos beneficiários do Bolsa Família a possibilidade de fazer cursos gratuitos de capacitação e ter acesso ao microcrédito orientado por meio do programa Progredir.
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