No segundo turno, em 25 de outubro de 2026, eleitores poderão mostrar preferência partidária de forma discreta. A Justiça Eleitoral pede que a manifestação seja individual, silenciosa e sem tentativa de convencimento.
Os eleitores que comparecerem às urnas no próximo domingo, 25 de outubro, data do segundo turno das eleições de 2026, terão liberdade para demonstrar preferência partidária de forma discreta. A Justiça Eleitoral mantém a orientação de que a manifestação seja individual e silenciosa, sem transformar o local de votação em espaço de campanha aberta. Assim, cada pessoa poderá vestir peças de roupa, levar acessórios ou portar pequenos itens visuais que indiquem o candidato ou partido de sua escolha, desde que o gesto não se converta em ato coletivo ou em tentativa de convencimento de outros votantes.
Itens permitidos
- Bandeiras
- Camisetas
- Broches
- Adesivos
De acordo com as regras eleitorais, essa liberdade não se aplica a grupos organizados. Reuniões com sonorização, distribuição de panfletos ou abordagens ostensivas continuam proibidas. Qualquer tentativa de influenciar a vontade de terceiros — prática conhecida como boca de urna — constitui crime, sujeito a detenção e multa. As equipes de fiscalização que atuarão nos colégios deverão conter aglomerações e dispersar concentrações suspeitas, preservando o direito do eleitor de votar sem pressão.
Nesse contexto, permanece fundamental que quem se dirigir às seções respeite o ambiente de ordem e silêncio exigido pela votação. Caso algum cidadão testemunhe conduta irregular, a recomendação é reunir o máximo de informações possíveis, como horário, endereço e descrição detalhada do fato. O registro de provas audiovisuais é permitido, desde que não exponha o voto de ninguém. Em seguida, o relato pode ser encaminhado à Justiça Eleitoral por meio do aplicativo Pardal.
“O aplicativo permite indicar o local do ocorrido, relatar os fatos e anexar fotos, vídeos ou áudios que auxiliem na apuração”, destaca orientação disponível na ferramenta.
A plataforma, disponível para celulares Android e iOS, foi criada justamente para agilizar a checagem de denúncias e ampliar a transparência do pleito. A expectativa das autoridades é que a tecnologia estimule a participação ativa da sociedade no combate a infrações, ao mesmo tempo em que iniba quem planeja desrespeitar a lei.
Às vésperas da votação, vale também reforçar recomendações práticas: conferir o local de votação com antecedência e sair de casa portando documento oficial com foto. A Justiça Eleitoral lembra que locais de votação podem ter sido remanejados em virtude de reformas ou adequações de acessibilidade. Outro ponto de atenção é a restrição à prisão de eleitores, que começou na última terça-feira, 20, e se estende até 48 horas depois do encerramento da votação, conforme prevê o Código Eleitoral. Exceções só se aplicam em casos de flagrante delito, cumprimento de sentença criminal condenatória ou desrespeito a salvo-conduto.
Com as obrigações civis em dia, o eleitor exerce seu direito de escolha. A ordem é clara: participar, demonstrar preferência de modo pacífico e deixar que o voto fale mais alto do que qualquer tentativa de interferência externa. Assim, no domingo, bandeiras, camisetas, broches e adesivos estarão liberados – mas a disputa ficará limitada à tela da urna eletrônica.
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