Entrevista


Katarina Feitoza diz que adversários criam ‘factoides baixos’ sobre suposições de candidatura por “desmonte” do Deotap


Publicado 11 de novembro de 2020 às 06:00     Por Eduardo Costa     Foto Ana Lícia Menezes/Prefeitura de Aracaju

A delegada Katarina Feitoza (PSD), vice-prefeita na chapa do atual prefeito e candidato a reeleição Edvaldo Nogueira (PDT), afirmou ao AjuNews que os comentários de rivais sobre uma possível compensação por seu nome na chapa são “factoides baixos e mentirosos”. A referência diz respeito aos candidatos a prefeito Delegado Paulo Márcio (DC) e Delegada Danielle (Cidadania), que afirmaram publicamente que a escolha de Katarina como vice de Edvaldo teria se dado por um “desmonte” praticado pela mesma no Departamento de Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap).

“A minha história é baseada no respeito, na ética, na decência e na forma transparente de administrar a coisa pública. Tenho quase 20 anos no serviço público e nesse período tive a honra de comandar a Polícia Civil por duas vezes. Não constam em minha trajetória maracutaias ou artimanhas para prejudicar quem quer que seja. Quem cria factoides baixos e mentirosos ataca a minha honra e mente para a população”, disse Katarina.

Ela também falou a respeito de sua entrada na política, a entrada de outros delegados na campanha, os desafios com a pandemia, entre outros assuntos. Sobre a composição de governo com Edvaldo em caso de vitória, ela deixou bem claro: “caso sejamos eleitos, Aracaju será governada a quatro mãos, por ele e por mim”.

Confira a entrevista completa abaixo:

AjuNews – Para se tornar postulante a vice-prefeita, você precisou deixar o cargo de delegada-geral da Polícia Civil em Sergipe. O que lhe motivou a tomar a decisão de entrar na política?
Katarina Feitoza – Antes e durante a campanha eleitoral tenho dito que não fazia parte dos meus planos concorrer a um cargo político, porém uma série de circunstâncias e a vontade soberana de Deus colocaram o meu caminho nessa direção. Sou muito obediente, inquieta e, sobretudo, bastante ativa. Essa chance apareceu justamente para me tirar da zona de conforto. Estou há quase 20 anos na Polícia Civil, alcancei notoriedade, reconhecimento público e estabilidade pessoal e profissional. Porém, percebi que somente na política conseguiria ajudar a um número infinito de pessoas, transformando suas vidas para melhor.

Foi justamente nessa área de minha vida que o governador Belivaldo Chagas agiu. Ele conhece meu compromisso social e sabia que somente um desafio como esse mudaria meu estilo de vida. Faltando poucos meses para a campanha, o governador me convidou a me filiar ao PSD. No início, achei estranho o convite e lembro-me até que perguntei quanto pagava. Ele riu, pois, como é sabido, não se pode cobrar de ninguém para se filiar a um partido político. Depois, Belivaldo me explicou que queria que estivesse pronta, pois haveria a possibilidade de indicar meu nome para compor a chapa do prefeito Edvaldo Nogueira. Confesso que eu e minha família ficamos assustados. O tempo passou até que chegou o dia que saí do comando da Polícia Civil, por exigência da Lei Eleitoral. Nos meses seguintes, até a indicação formal do meu nome, entendi que precisava entrar na política porque somente nela teria a oportunidade de começar e alavancar projetos que modificam a vida do povo. Fui muito acolhida pelo PSD, pelos nossos aliados políticos, pelo prefeito Edvaldo Nogueira e, principalmente, pelos aracajuanos. Chego a chorar de tanta emoção quando recebo um abraço, um gesto de carinho, um apoio de pessoas que dizem: “eu acredito em você, Katarina!”. Darei o meu tempo, meu suor, meu trabalho, empregarei toda minha força e compromisso em não decepcionar os meus conterrâneos. Quem conhece Katarina Feitoza sabe que missão dada é missão cumprida. E hoje, a minha missão é fazer mais e melhor para todos os aracajuanos.

AjuNews – Você é novata na política e está entrando em uma chapa comandada por um nome com 12 anos como prefeito, além de vários outros experientes em volta. Em meio a isso, de que forma você poderá contribuir na construção do governo, caso eleita?
Katarina Feitoza – Além do fator social, um dos pontos que mais pesaram na minha decisão em aceitar o convite para entrar na política, foi o fato de ter sido indicada para concorrer às eleições ao lado do prefeito Edvaldo Nogueira. Um homem honrado, honesto, que cumpre sua palavra e que tem o respeito dos aracajuanos por governar para todos, mas com foco especial para os mais pobres. Ele tem me dado todo espaço necessário para que eu possa expressar minhas ideias e tem dito que caso sejamos eleitos, Aracaju será governada a quatro mãos, por ele e por mim. Entrei para a política para mudar destinos. Ser figurante, coadjuvante não combina com meu estilo. Tenho plena convicção de que poderei somar e multiplicar os projetos de Edvaldo Nogueira para Aracaju. Aliás, no nosso Plano de Governo registrado na Justiça Eleitoral, inclui minha visão em vários pontos que entendo serem fundamentais na futura gestão: políticas de valorização e proteção da mulher, defesa do consumidor, segurança pública, entre outros.

AjuNews – A sua chapa aparece com boa pontuação nas pesquisas Ibope e em outras análises feitas no período pré-eleição. Como esses números têm sido avaliados pela equipe?
Katarina Feitoza – Os números dos institutos de pesquisas estão refletindo o que vemos nas ruas durante as nossas carreatas e nas nossas redes sociais. Por causa da pandemia, nosso contato com a população tem sido um pouco mais distante do que desejávamos, mas, mesmo de cima do nosso carro ou por meio virtual, as pessoas dão um jeito de nos mandar abraços, gestos de carinho e de apoio. Respeitamos o processo eleitoral e sabemos que a melhor pesquisa de opinião é o resultado oficial das urnas. Confio nos aracajuanos e sei que a sabedoria do nosso povo vai confirmar Edvaldo e Katarina. Temos um projeto concreto de crescimento e evolução da cidade para os próximos quatro anos. Além disso, a quantidade de obras e serviços feitos por Edvaldo nessa gestão nos habilita a passar em cada rua e bairro de Aracaju de cabeça erguidas e com a certeza de que fizemos muito e poderemos fazer muito mais.

AjuNews – Além de você, outros três ex-delegados estão concorrendo como cabeças de chapa (Danielle Garcia, Georlize Teles e Paulo Márcio). Em sua avaliação, por que estamos vendo um movimento tão forte de pessoas ligadas à segurança pública partindo para cargos públicos?
Katarina Feitoza – Analisando os últimos pleitos eleitorais, percebemos que a sociedade exige cada vez mais de seus candidatos um perfil de serviços prestados. É por isso, que notamos um grande número de advogados, médicos, operadores da segurança pública, enfim, de outras profissões na política. Na verdade, tenho convicção de que um político é eleito com base no seu histórico de decência, de serviços prestados, mas, sobretudo, pelo compromisso público formulado de que todas as demandas do povo serão respeitadas e encaminhadas. Nesse sentido, não importa a profissão do candidato, o que o povo está interessado mesmo é se a ética, a moral e a decência serão marcas do político que ele eleger.

AjuNews – Ainda sobre outros ex-delegados candidatos, Danielle Garcia e Paulo Márcio já fizeram críticas abertamente à sua candidatura, afirmando que seria uma espécie de “recompensa” por um possível desmonte no Deotap. Como você julga tais comentários?
Katarina Feitoza – A minha história é baseada no respeito, na ética, na decência e na forma transparente de administrar a coisa pública. Tenho quase 20 anos no serviço público e nesse período tive a honra de comandar a Polícia Civil por duas vezes. Não constam em minha trajetória maracutaias ou artimanhas para prejudicar quem quer que seja. Quem cria factoides baixos e mentirosos ataca a minha honra e mente para a população. Defenderei a minha honra na Justiça. Sobre essa falsa “recompensa”, basta uma simples análise dos fatos para entender que o Deotap nunca foi desmontado na minha gestão, ao contrário, foi ampliado e modernizado.

Desde que reassumi a Polícia Civil, em abril de 2017, aumentei o número de policiais civis que trabalham no Deotap, realizei todas as tratativas para que a unidade policial passasse a atender em um prédio mais amplo e confortável, assinei convênios em Brasília para captar recursos federais para ampliar o leque de crimes investigados pelo Deotap, entre outras medidas. Todos os inquéritos policiais da gestão anterior foram remetidos à Justiça. Aliás, quando reassumi a gestão da Polícia Civil, pedi a direção que lá se encontrava para permanecer no comando até que eu encontrasse um substituto.

A delegada da época desejava sair com o Secretário de Segurança Pública e o Delegado-Geral que haviam sido trocados pelo Governo de Sergipe. Pedi a então diretora que lá permanecesse e concluísse todo o trabalho dela. Isso foi rigorosamente feito e todos os inquéritos encaminhados como manda a lei. Ao sair em junho deste ano, deixei em toda a Polícia Civil, um moderno Manual de Comunicação com detalhes profissionais de como devem ser feitas a comunicação de fatos policiais à imprensa e à sociedade, pois entendo que a instituição é um patrimônio do povo de Sergipe e minha função foi organizar, traçar metas e objetivos e cobrar resultados. É assim que consegui, junto com todas as forças de segurança de Sergipe, combater à corrupção e diminuir os principais crimes violentos.

AjuNews – Em meio a uma pandemia, quais têm sido os grandes desafios da campanha?
Katarina Feitoza – A pandemia trouxe para a política um jeito novo de exercer a democracia e de apresentar os nossos projetos e nossas realizações aos eleitores. Não estamos fazendo caminhadas, nem colocamos pessoas com bandeiras nas ruas, além de outras restrições para evitar aglomerações. Nossa campanha está restrita aos programas eleitorais obrigatórios de rádio e TV, as redes sociais, reuniões em locais amplos com controle de acesso e uso obrigatório de máscaras, além de carreatas por todos os bairros da cidade. Essa é a forma tradicional de continuarmos mantendo contato com certo distanciamento social. Nosso povo é um povo amável e bastante caloroso e nos pede um aperto de mão, um abraço. Fico feliz porque, graças a Deus e as medidas tomadas por Edvaldo, conseguimos conter o avanço em níveis alarmantes da covid-19 em Aracaju. A doença está entre nós ainda e não podemos vacilar. A campanha se adaptou, o comércio e todos os setores sociais se adaptaram.

AjuNews – Já foi discutida a possível ocupação ou participação sua em alguma secretaria, caso a chapa seja eleita? Há conversas sobre o assunto?Katarina Feitoza – Não escondo que sou gestora, inquieta e que tenho um trabalho no campo social e na segurança pública há vários anos. Minha tendência natural, sendo eleita, é enveredar por esses caminhos, mas isso será tratado no momento mais oportuno. Hoje, minha atenção está, exclusivamente, voltada para o pleito eleitoral do próximo dia 15 de novembro.

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