Lula assume hoje, 22 de setembro, às 10h (horário de Brasília), a tribuna do plenário da ONU em Nova York. Segundo o Itamaraty, defenderá o fortalecimento do multilateralismo e o respeito ao direito internacional humanitário.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assume HOJE, 22 de setembro, às 10h (horário de Brasília), a tribuna do plenário das Nações Unidas para o tradicional discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU. Conforme o protocolo histórico que reserva o primeiro lugar ao Brasil, Lula apresentará a visão do país sobre os principais desafios internacionais e defenderá, segundo o Itamaraty, o fortalecimento do multilateralismo em um cenário marcado pela multiplicação de conflitos.
A expectativa é de que o presidente ressalte a importância do respeito ao direito internacional humanitário e da não interferência nos assuntos internos de outros Estados. A reforma do Conselho de Segurança, tema defendido pelo Brasil há anos, deve aparecer como ponto central da fala de Lula. A avaliação em Brasília é de que a estrutura atual do órgão demonstra pouca agilidade diante de crises globais recentes.
Fontes envolvidas na preparação do pronunciamento dizem que a negociação pacífica deve ser apresentada como caminho preferencial para a solução de disputas. A linha se alinha à política externa do terceiro mandato, que busca recolocar o país como ator de diálogo em iniciativas de paz e desenvolvimento sustentável.
Antes da fala, Lula participou de encontros bilaterais com chefes de Estado e manteve reunião com o secretário-geral da ONU, António Guterres, que se encontra no fim do mandato. O presidente brasileiro também conversou com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, do Partido Democrata.
Logo após Lula, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa como segundo orador. A proximidade de horários abre a possibilidade de novo encontro nos bastidores, a exemplo do breve contato registrado no ano passado, quando ambos trocaram cumprimentos e menções à “química excelente” entre eles.
Paralelamente, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, deve permanecer em Nova York durante toda a semana. Ele participa de reuniões ministeriais do Brics, G77, G4, L69, Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, além de encontros da Celac e do Consenso de Brasília. Vieira também preside dois eventos: a reunião da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza no dia 23 e a conferência da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas) em 24 de setembro. O Brasil ocupa a presidência da Zopacas por três anos.
Integram ainda a comitiva brasileira, em agendas específicas, os ministros Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome), Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos), Luiz Eloy Terena (Povos Indígenas) e Rachel Barros (Igualdade Racial). Wellington Dias acompanha as discussões sobre segurança alimentar, proteção social e financiamento ao desenvolvimento, principalmente nos eventos da Aliança Global contra a Fome.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a delegação brasileira participa de sessões do Conselho de Segurança dedicadas à situação na Palestina, ao combate à desigualdade e à promoção do direito internacional humanitário. Também estão na agenda encontros da Comissão de Consolidação da Paz.
Após cumprir os compromissos na ONU, Lula retorna ao Brasil ainda HOJE. Já Mauro Vieira e os demais ministros estendem a permanência em Nova York até o fim da semana para dar seguimento às negociações multilaterais iniciadas durante a assembleia.
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.









