Entregadores de apps, mototaxistas, motofretistas e ciclistas profissionais já podem financiar motos, motonetas, ciclomotores e e-bikes fabricados no Brasil. Linhas estarão disponíveis na Caixa, BB e em bancos credenciados.
Entregadores de aplicativos, mototaxistas, motofretistas e ciclistas profissionais já podem, a partir de HOJE, solicitar financiamento para adquirir motocicletas, motonetas, ciclomotores ou bicicletas elétricas fabricados no Brasil. A novidade integra o programa Move Brasil, política pública criada para renovar a frota usada nas entregas e estimular o uso de veículos mais eficientes e menos poluentes.
As linhas de crédito passam a ser oferecidas por agências da Caixa, do Banco do Brasil e por outras instituições financeiras credenciadas. Cada banco faz sua própria análise de risco e define a lista de documentos exigidos, mas os recursos aprovados são liberados diretamente ao fornecedor do veículo, evitando que o trabalhador precise desembolsar o valor à vista.
Para ter acesso ao benefício, é obrigatório:
• Estar cadastrado na conta gov.br;
• Solicitar participação no Move Brasil pelo portal;
• Receber, em até cinco dias úteis, a confirmação de elegibilidade.
Com a liberação, o profissional escolhe o modelo produzido no país (ano de fabricação a partir de 2024) e procura a instituição financeira para fechar o contrato. Depois da assinatura, há carência de 60 dias para pagar a primeira prestação. O prazo total pode chegar a 48 meses.
A taxa de juros mensal difere conforme o sexo do tomador: 0,99% para homens e 0,91% para mulheres. A faixa busca tornar as condições mais acessíveis, sobretudo porque grande parte dos entregadores atua de forma autônoma e depende do veículo como principal instrumento de trabalho.
Segundo as regras do programa, o limite de crédito varia de acordo com a renda comprovada e o histórico financeiro de cada solicitante. A iniciativa também proíbe o uso dos recursos para veículos importados, reforçando a política de incentivo à indústria nacional.
Especialistas do setor de mobilidade destacam que a troca por modelos novos tende a reduzir custos de manutenção e consumo de combustível. Já organizações ambientais apontam que a ampliação do uso de bicicletas elétricas pode contribuir para diminuir emissões de gases do efeito estufa em centros urbanos.
Embora o programa não exija que o veículo antigo seja entregue como parte do pagamento, muitos profissionais avaliam vender o modelo atual para reforçar a entrada e diminuir o valor financiado.
Com o lançamento do Move Brasil, o governo pretende aliar geração de renda, segurança no trânsito e sustentabilidade, beneficiando um público estimado em centenas de milhares de trabalhadores espalhados pelo país.
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