Quem: Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), e a Central Estadual de Transplantes.
O que: Realização da Oficina de Manutenção de Potencial Doador, voltada à qualificação de profissionais envolvidos no processo de doação e transplante.
Quando: Nesta quarta-feira, 6.
Onde: Evento promovido pela SES em parceria com Funesa e ESP-SE, organizado pela Central Estadual de Transplantes.
A oficina reuniu enfermeiros, médicos, técnicos de enfermagem, psicólogos, assistentes sociais e outros profissionais que atuam no cuidado de pacientes em protocolo de morte encefálica. O objetivo foi alinhar procedimentos, qualificar o atendimento às famílias e reforçar práticas para manutenção adequada de órgãos, com foco em um atendimento mais humanizado, ético e seguro.
O coordenador da Central Estadual de Transplantes, Benito Fernandez, explicou que a preservação do potencial doador demanda trabalho integrado das equipes de saúde e intervenções multiprofissionais para manter os órgãos viáveis após o diagnóstico de morte encefálica. Ele também ressaltou a importância do acolhimento às famílias no momento da abordagem e incentivou o diálogo prévio sobre a vontade de ser doador.
Benito chamou atenção para a fila de espera por transplantes no país, citando que mais de 80 mil pessoas aguardam um procedimento no Brasil, e afirmou que discutir a doação em vida pode facilitar decisões familiares em situações de perda.
A assistente social da Central de Transplantes de Sergipe, Ana Maria Dantas, destacou que o trabalho inclui suporte contínuo às famílias, com atenção às necessidades emocionais e sociais. Segundo Ana Maria, a atuação busca identificar e atender condições de vulnerabilidade, esclarecer dúvidas e oferecer suporte para atravessar o momento delicado da perda.
O médico intensivista Gustavo Guedes de Carvalho ressaltou a relevância da capacitação profissional para assegurar segurança em todo o processo. Gustavo afirmou que existe um protocolo rigoroso e ético para o diagnóstico de morte encefálica, que garante assistência ao paciente e acolhimento à família independentemente da decisão sobre a doação.
Fotos: Nucom Funesa
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