Segundo turno de 25/10 redesenhou o mapa: oito siglas governarão 26 estados e o DF a partir de 1º/01/2027. PL lidera com seis governos; PSD e PP ampliaram seu peso regional.
O fechamento das urnas do segundo turno das eleições estaduais, no domingo, 25/10, definiu o novo xadrez político brasileiro. O resultado confirmou que, a partir de 1º de janeiro de 2027, apenas oito partidos governarão as 26 unidades federativas e o Distrito Federal. O desempenho das siglas no primeiro e no segundo turno mostrou um cenário de concentração de poder regional em poucas legendas, com destaque para PL, PSD e PP.
O PL saiu do primeiro turno na dianteira e manteve a ponta: mesmo sem vitórias na rodada final, garantiu o controle de seis estados — Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Santa Catarina — sob as gestões de Sergio Moro, Douglas Ruas, Luciano Zucco, Marcos Rogério, Arthur Henrique e Jorginho Mello, respectivamente.
O PSD consolidou-se como segunda força ao faturar o Amazonas com Omar Aziz. Somados aos triunfos de Dr. Furlan (Amapá), Eduardo Braide (Maranhão), Raquel Lyra (Pernambuco) e Fábio Mitidieri (Sergipe), o partido somou cinco governos.
Entre primeiro e segundo turnos, o PP arrebanhou quatro administrações estaduais. Já vitorioso em Mato Grosso do Sul (Eduardo Riedel) e Paraíba (Lucas Ribeiro), conquistou ainda o Acre, com Mailza Assis, e o Distrito Federal, com Celina Leão.
O PT manteve sua fortaleza no Nordeste e continuará à frente de quatro unidades: Bahia (Jerônimo Rodrigues), Ceará (Elmano de Freitas), Piauí (Rafael Fonteles) e Rio Grande do Norte, onde Cadu de Lula assumirá o posto hoje ocupado por Fátima Bezerra.
No campo do Republicanos, Lorenzo Pazolini levou o Espírito Santo e se juntou a Cleitinho Azevedo (Minas Gerais), Otaviano Pivetta (Mato Grosso) e Tarcísio de Freitas (São Paulo), totalizando quatro governos.
O PSDB celebrou duas vitórias: João Henrique Caldas (JHC) em Alagoas e Vicentinho Júnior em Tocantins. Já o MDB permanecerá em Goiás com a reeleição de Daniel Vilela, enquanto o Podemos assumirá o Pará com Dr. Daniel.
Governadores eleitos por partido
PL
- Paraná: Sergio Moro
- Rio de Janeiro: Douglas Ruas
- Rio Grande do Sul: Luciano Zucco
- Rondônia: Marcos Rogério
- Roraima: Arthur Henrique
- Santa Catarina: Jorginho Mello
PSD
- Amapá: Dr. Furlan
- Amazonas: Omar Aziz
- Maranhão: Eduardo Braide
- Pernambuco: Raquel Lyra
- Sergipe: Fábio Mitidieri
PP
- Acre: Mailza Assis
- Distrito Federal: Celina Leão
- Mato Grosso do Sul: Eduardo Riedel
- Paraíba: Lucas Ribeiro
PT
- Bahia: Jerônimo Rodrigues
- Ceará: Elmano de Freitas
- Piauí: Rafael Fonteles
- Rio Grande do Norte: Cadu de Lula
Republicanos
- Espírito Santo: Lorenzo Pazolini
- Minas Gerais: Cleitinho Azevedo
- Mato Grosso: Otaviano Pivetta
- São Paulo: Tarcísio de Freitas
PSDB
- Alagoas: João Henrique Caldas (JHC)
- Tocantins: Vicentinho Júnior
MDB
- Goiás: Daniel Vilela
Podemos
- Pará: Dr. Daniel
Com os eleitos já confirmados, os novos governadores terão a missão de planejar os próximos quatro anos de políticas públicas. Suas atribuições incluem a gestão de saúde, educação, segurança, infraestrutura e desenvolvimento econômico, além de articulação com municípios e governo federal para financiar projetos que impactam diretamente a vida da população, como hospitais, escolas, estradas e programas sociais.
A concentração de poder em oito legendas não é inédita, mas reforça a necessidade de negociação constante no Fórum dos Governadores e no Congresso, onde cada Executivo estadual busca apoio para agendas regionais. O alinhamento — ou a divergência — entre esses gestores e o Palácio do Planalto tende a influenciar temas como reforma tributária, distribuição do Fundo de Participação dos Estados e investimentos em obras estruturantes.
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