A Polícia Federal (PF) assinou um contrato de R$ 49 milhões para ter acesso a imagens de satélite por um ano, com a justificativa de monitorar desmatamentos e queimadas. Porém, segundo a informação da coluna Painel, no jornal Folha de São Paulo, integrantes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão que fiscaliza o desmatamento, dizem que já possuem sistema com as mesmas funções.
Pessoas que participaram da contratação relataram ao Painel que a empresa Planet mostrou equipamentos com melhores resoluções de imagem e consegue mapear as áreas de interesse de forma diária. Eles afirmam que o sistema também será útil para outras investigações, como mineração e plantios irregulares, além da função do Inpe.
O Ministério da Justiça já vinha angariando apoio desde maio, e a Controladoria-Geral da União avisou que pretende utilizar o sistema. O contrato, segundo a Folha, diz que todo o governo, além de estados e municípios, terá acesso ao sistema.
Os R$ 49 milhões, de acordo com a reportagem, serão pagos com dinheiro do Fundo Nacional de Segurança Pública. Como a empresa Planet entregou um serviço único que nenhuma outra empresa tinha, a contratação foi feita pela PF sem licitação.
Ao Painel, integrantes do Inpe disseram que o equipamento não resolverá o problema, já que a questão não é a falta de imagens, e sim de estrutura. Recentemente, o Ministério da Defesa já havia empenhado pouco mais de R$ 154,3 milhões na compra de um microssatélite para monitorar a devastação da Amazônia, função já feita pelo Inpe.
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