A PF instaurou 13 inquéritos e lavrou 64 termos circunstanciados no 2º turno. Seis presos em flagrante seguem sob avaliação; foram 38 suspeitas de violação do sigilo e 24 ocorrências de propaganda.
A Polícia Federal informou nesta segunda-feira (26) que 86 ocorrências ligadas a possíveis crimes eleitorais foram registradas durante o segundo turno das eleições de 2026. O balanço, divulgado horas depois do encerramento da votação, aponta também a instauração de 13 inquéritos policiais e a lavratura de 64 termos circunstanciados de ocorrência. Em seis situações, as equipes mantinham presos em flagrante sob avaliação da autoridade policial.
Entre os principais registros, constam 38 casos de supostas violações ou tentativas de violação de sigilo de voto, além de 24 ocorrências de propaganda irregular. A PF ainda contabilizou oito episódios de desordem nos trabalhos eleitorais e seis fatos de desobediência eleitoral. Houve, ainda, notificações referentes a danos a urnas eletrônicas e suspeitas de eleitores votando em nome de terceiros.
Os registros alcançaram 21 unidades da federação. A Paraíba liderou com 11 ocorrências, seguida de Minas Gerais (9) e Sergipe (8). Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro somaram cinco cada uma. Alagoas, Espírito Santo e Mato Grosso tiveram quatro registros cada. Acre, Distrito Federal, Piauí, Paraná e São Paulo apresentaram três ocorrências cada, enquanto Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Rio Grande do Norte e Rondônia contabilizaram duas. Santa Catarina teve uma notificação.
Durante o pleito, a PF coletou, em contagem preliminar, R$ 41.420 em bens e valores, dos quais R$ 4.157 em dinheiro vivo. Entre os itens apreendidos estão celulares, equipamentos de informática e aparelhos de som, materiais que podem ajudar a esclarecer o contexto das condutas investigadas.
O balanço parcial da corporação mostra que, desde 1º de janeiro até as 9h30 de hoje, 1.629 inquéritos foram abertos para apurar crimes eleitorais. Somados aos procedimentos em curso, a PF mantém 2.483 investigações ativas. No mesmo período, o valor total de bens apreendidos chegou a quase R$ 52 milhões, incluindo R$ 31 milhões em espécie.
A estatística contempla também 104 inquéritos que tratam de violência política contra a mulher, conduta tipificada no artigo 326-B do Código Eleitoral. Como se trata de um levantamento dinâmico, a PF ressaltou que os números podem mudar conforme surgem novas ocorrências ou avanços nas apurações.
A corporação destacou que seguirá acompanhando as investigações que permanecem em aberto e que a atualização dos sistemas internos pode alterar a contagem atual. O objetivo, segundo o órgão, é garantir a responsabilização de quem violar a legislação eleitoral e zelar pelo bom andamento do processo democrático.
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