Presidente estadual do PSC de Sergipe e secretário da Casa Civil do Rio Janeiro, André Moura, informou por meio de nota enviada ao AjuNews, nesta sexta-feira (28), quando foi alvo de um mandado de busca e apreensão no âmbito da Operação Tris in Idem, que “recebeu com surpresa a presença de agentes da Polícia Federal em sua residência”.
De acordo com Moura, os policiais “saíram de mãos vazias” e o auto circunstanciado de busca e apreensão da operação concluiu que “nada de interesse para a investigação foi encontrado”.
Segundo o secretário, “seu nome, sequer é mencionado na decisão que afastou provisoriamente o governador e que determinou prisões dos envolvidos nas investigações referentes à Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro”. Por fim, o ex-parlamentar ressaltou que “se encontra bem e ratifica não ser alvo da operação ocorrida”.
A ação é um desdobramento da Operação Favorito e da Operação Placebo, ambas deflagradas em maio e realizadas a partir da delação premiada de Edmar Santos, ex-secretário de Saúde do Rio de Janeiro. O nome é uma referência ao terceiro governador que, segundo os investigadores, faz uso de um esquema semelhante de corrupção – em referência oculta aos ex-governadores Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão.
Segundo a PF, o objetivo da operação é desarticular uma organização criminosa voltada ao desvio de recursos públicos, especialmente em contratos firmados para gestão de saúde e para o combate à pandemia da covid-19. Também foram identificados atos de lavagem de dinheiro por parte da organização. Os investigados responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de organização criminosa, peculato, corrupção ativa, corrupção passiva, e lavagem de dinheiro.
Também no âmbito desta ação policial, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) afastou o governador Wilson Witzel (PSC) por irregularidades na saúde, expediu seis mandados de prisão. Além de tentar cumprir os mandados de prisão expedidos pela Corte Superior, a PF faz buscas no Palácio dos Laranjeiras. Witzel foi notificado sobre seu afastamento no local.
Nas primeiras horas do dia, a PF prendeu o presidente do PSC, Pastor Everaldo, no Rio de Janeiro. Em nota enviada à CNN, Everaldo afirmou que sempre esteve à disposição de todas as autoridades e que mantém sua confiança na Justiça. Everaldo já foi preso. A corte determinou ainda a prisão do ex-secretário de Desenvolvimento Econômico Lucas Tristão, todos citados na investigação da Operação Placebo.
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