Ex-deputado federal por Sergipe e atual secretário da Casa Civil no Rio de Janeiro, André Moura afirmou nesta terça-feira (1º) que não descarta deixar o governo do Rio após o afastamento do governador Wilson Witzel, na última sexta-feira (28). Em entrevista à rádio Fan FM, ele afirmou que ainda tem recebido pedidos para se dedicar às campanhas de candidatos do seu partido, o PSC, nas eleições municipais.
Segundo André, todas as possibilidades estão sendo analisadas. Ele afirmou também que ainda não conversou com sua família sobre uma possível mudança: “É uma possibilidade que estamos analisando. Disse ao governador em exercício que permaneceria nesse primeiro momento. Estamos cumprindo a nossa missão nessa transição. O que não significa dizer que a gente não possa retornar a Sergipe”.
“Não descarto a possibilidade de sempre ouvir as ponderações dos meus amigos. Quero assegurar que nos últimos dias não houve nenhum diálogo com a minha família sobre esse assunto. Avalio todas as opiniões dos amigos. Mas, no momento, assegurei ao governador em exercício que continuarei o apoiando”, acrescentou.
André Moura também foi perguntado sobre sua relação com Pastor Everaldo, presidente do PSC nacional, que foi preso também na sexta-feira (28). O ex-deputado afirmou que não foi indicado por ele para ocupar o atual posto no Rio de Janeiro, e que apenas tem uma relação partidária com o mesmo.
“Não existe nenhum vínculo em nenhuma das operações que ocorreram no Estado do Rio de Janeiro. Pode procurar de cima abaixo e de baixo acima. Em relação ao cargo que ocupo hoje, foi um convite pessoal do governador que queria uma pessoa que tivesse trânsito em Brasília”, complementou.
Leia mais:
Defesa de Wilson Witzel diz que apresentará recurso no STF para reverter afastamento do governador
Alvo de mandado da PF, André Moura afirma que policiais ‘saíram de mãos vazias’ de sua casa
Em ação que afastou governador do Rio, PF cumpre mandado na casa de André Moura
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.









