O vereador Ricardo Marques (Cidadania) obteve informações e, de acordo com as vistorias realizadas anteriormente pelo Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE) na Unidade de Pronto Atendimento Nestor Piva, na Zona Norte de Aracaju, apontam que o incêndio no hospital poderia ter sido evitado. O resultado do laudo do que apontará as causas da tragédia ainda não saiu.
Segundo o parlamentar, em outubro de 2019 o Corpo de Bombeiros fez uma vistoria de fiscalização no Hospital e constatou uma série de irregularidades, entre elas a não aprovação do projeto contra incêndio e pânico desde 2019.
“Estou acompanhando todos os passos após o incêndio e tenho posse da documentação enviada pelo Corpo de Bombeiros para CPI da Covid no Senado Federal que apontou pendências: não possuía todos os itens de segurança Contra Incêndio e Pânico, assim como a ausência de uma brigada de incêndio, ausência de detectores de fumaça, saídas de emergência deficientes, más condições nas instalações elétricas, além de problemas nos hidrantes”, disse o vereador.
Conforme apurado por Ricardo, durante uma segunda vistoria realizada pelo CBMSE no mês de janeiro deste ano, as mesmas pendências foram encontradas. “A prefeitura não sabia dessas pendências, tanto dinheiro público aplicado e não fiscaliza? Lembro que cinco pessoas morreram no incêndio do dia 28 de maio”, destaca o parlamentar.
De acordo com o documento enviado pelo CBMSE ao Senado Federal: “antes do ocorrido o Corpo de Bombeiros notificou a unidade a Unidade Hospitalar no mês de janeiro e abril e foram emitidos Termos de Notificações de Vistoria para implantação de itens de segurança contra incêndio básicos”.
Ricardo Marques ainda ressaltou que no dia 8 de junho foi registrado um Termo de Multa para o Nestor Piva e cobrou a responsabilidade da Prefeitura Municipal de Aracaju. “A Diretoria de Atividades Técnicas do Corpo de Bombeiros emitiu um termo de multa para o Nestor Piva constando 2 infrações leves, 2 infrações médias, e 6 infrações graves, somando os valores esta multa se aproxima dos R$ 700 mil. No entanto, eu questiono: a prefeitura não sabia de nada disso? Eles não exigem que todas determinações sejam seguidas? Onde estava a prefeitura que não viu essas irregularidades? Já que existe um contrato com repasses de altos valores pagos mensalmente, o mínimo seria exigir o cumprimento de todas as normas e determinações de segurança”.
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