SERGIPE — A Secretaria de Estado da Saúde (SES) realizou, nesta sexta-feira, 15, o Seminário ‘Zero Gravidez na Infância’ na Universidade Federal de Sergipe (UFS) para apresentar resultados da campanha e reforçar ações para erradicar casos de gravidez em menores de 14 anos.
- UFS entregou o Selo ‘Zero Gravidez na Infância’ a 11 municípios que não registraram mães menores de 14 anos entre 2024 e 2025.
- Municípios premiados: Canhoba, Cumbe, Divina Pastora, Frei Paulo, General Maynard, Japaratuba, Japoatã, Macambira, Malhador, Muribeca e Santana do São Francisco.
- A campanha reúne o Cepmmif, Rede Solidária de Mulheres, Defensoria Pública, Comitê de Enfrentamento da Violência Sexual, IBDFam e UFS, vinculada ao Projeto Faça Bonito.
- Dados citados no seminário: 183 meninas mães em 2024 e 175 em 2025; até abril deste ano foram registrados 72 casos de violência sexual contra menores de 14 anos e, em 2025, 304 notificações.
Selo e reconhecimento a municípios
O selo entregue pela Universidade Federal de Sergipe foi apresentado como estímulo para que mais cidades adotem políticas públicas e ações preventivas voltadas à infância e adolescência. Onze municípios foram reconhecidos por não registrar mães menores de 14 anos no período indicado.
“As crianças precisam estudar e ter um futuro melhor, por isso, receber o Selo ‘Zero Gravidez na Infância’ é muito importante para nós. Temos feito um importante trabalho na proteção da infância em Malhador e, sem dúvidas, o Governo do Estado, por meio da SES, tem sido um grande parceiro para esse desenvolvimento.” — Assisinho, prefeito de Malhador
Metas e mobilização municipal
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), o objetivo é mobilizar os 75 municípios sergipanos para que tracem estratégias que levem à erradicação da gravidez na infância até 2030, com foco em educação, saúde e ações nas escolas.
“Buscamos sensibilizar todos os 75 municípios sergipanos, para que eles adotem ações, políticas públicas, investimentos em educação e saúde, principalmente nas escolas, um lugar importantíssimo, que é onde boa parte dessas meninas estão. Precisamos falar sobre dignidade menstrual, direitos sexuais e reprodutivos.” — Priscilla Batista, médica sanitarista e presidente do Cepmmif
Curso AmparElas e capacitação
No mesmo evento foi lançado o Curso ‘AmparElas – Acolhimento e Cuidado em Situações de Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes e Acesso ao Aborto Legal’, promovido pela SES em parceria com a ONG Bloco A, Fiocruz e Movimento Popular de Saúde. A capacitação visa fortalecer a atuação de profissionais de saúde na prevenção, identificação, notificação e acolhimento desses casos.
“Na Atenção Primária à Saúde (APS) é onde conseguimos captar essa população para começar a falar sobre saúde sexual, métodos contraceptivos e que infância não é gravidez. Criança não é mãe.” — Ana Lira, diretora de Atenção Primária à Saúde da SES
Educação e prevenção nas escolas
O Programa Saúde na Escola (PSE), desenvolvido pela SES e pela Secretaria da Educação (Seed), foi citado como ambiente estratégico para educação sexual, proteção e capacitação de professores e profissionais para identificar sinais de violência sexual infantil.
“No programa conversamos sobre esse eixos temáticos para que as crianças se sintam confortáveis para contar caso algo aconteça, para que elas estejam mais cientes do próprio corpo e também possam se proteger. Além disso, também trabalhamos para deixar colaboradores, professores e pais cientes e atentos a qualquer sinal ou sintoma de violência sexual infantil.” — Rodrigo Lopes, referência técnica do Programa Saúde na Escola da SES
Para mais informações sobre as ações e a campanha, consulte a Secretaria de Estado da Saúde (SES): https://www.saude.se.gov.br
Acompanhe mais sobre prevenção à gravidez infantil na editoria de Saúde.
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