Ao menos 3.148 pessoas foram mortas no Brasil pela polícia no primeiro semestre de 2020, e Sergipe registrou um aumento de 81% nos casos. As informações são do Monitor da Violência do G1, que realizou um levantamento de dois meses com base em dados das secretarias Estaduais de Segurança e na Lei de Acesso à Informação (LAI).
O aumento foi registrado em todo o país nos números de policiais mortos e de pessoas mortas por policiais. Em Sergipe, nenhum policial da ativa havia sido morto no primeiro semestre de 2019, enquanto um foi morto este ano. Já em pessoas mortas por policiais, o número entre os primeiros semestres dos dois anos saltou de 59 para 107. É um aumento de 81,3%.
No Brasil, o aumento de pessoas mortas por policiais neste ano é de 7%. Já em relação a policiais mortos em serviço e fora de serviço, o crescimento é de 24%, saltando de 83 para 103. Os números seguem a tendência geral do país: segundo o mesmo Monitor da Violência, os assassinatos gerais cresceram 6% em 2020.
O estado com mais pessoas mortas no Brasil neste primeiro semestre é o Rio de Janeiro, com 775. Já o maior número bruto de policiais mortos foi em São Paulo, com 24. As maiores taxas proporcionais de pessoas mortas e de policiais mortos estão em Amapá e Rio de Janeiro, respectivamente.
Mesmo com a pandemia e as restrições de circulação social, em 17 estados houve aumento de pessoas mortas por policiais. Além de Sergipe, nove estados tiveram alta de 40% ou mais: Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Mato Grosso, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina e Tocantins.
A reportagem ainda completa que, em todo o Brasil, 70% das mortes de policiais foram quando os profissionais estavam de folga. Apenas 30% deles morreram em serviço, mostrando a vulnerabilidade existente nestas situações.
Apenas um estado não informou dados: Goiás. É o quarto ano seguido em que o Monitor da Violência não recebe dados completos goianos.
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