A estreia do Tesouro Reserva impulsionou vendas para R$14,76 bilhões em junho, 44,51% acima de maio e 156,03% sobre junho/2025. É o 2º maior resultado desde 2002, a R$30 milhões do recorde.
Impulsionado pela estreia do Tesouro Reserva, o programa Tesouro Direto registrou em junho o segundo melhor desempenho de vendas desde a criação do canal online em 2002. De acordo com balanço apresentado nesta terça-feira (28) pelo Tesouro Nacional, foram comercializados R$ 14,76 bilhões em títulos públicos a pessoas físicas, valor que fica apenas R$ 30 milhões abaixo do recorde alcançado em março.
O resultado representa um avanço de 44,51% na comparação com maio, quando as vendas somaram R$ 10,22 bilhões, e um salto de 156,03% em relação a junho de 2025. A forte procura reflete, principalmente, a atratividade dos papéis atrelados à Taxa Selic, hoje em 14,25% ao ano, e à busca por proteção contra a inflação.
Os títulos indexados aos juros básicos lideraram a preferência dos investidores e responderam por 54,5% de todo o volume. Dentro desse grupo, as tradicionais Letras Financeiras do Tesouro (LFT) movimentaram R$ 4,16 bilhões, o equivalente a 28,2% do total vendido. Já o recém-chegado Tesouro Reserva, que funciona de forma semelhante às “caixinhas” oferecidas por bancos digitais, alcançou a marca de R$ 2,09 bilhões, correspondendo a 14,2% das operações.
Os papéis corrigidos pela inflação, atrelados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), representaram 34,3% do montante, enquanto os prefixados – com juros definidos no ato da compra – responderam por 16,7%.
Títulos voltados a objetivos específicos tiveram participação menor. O Tesouro Renda+, criado em 2023 para complementar aposentadorias, fechou o mês com 4,6% das vendas. O Tesouro Educa+, lançado em agosto de 2023 para formação de poupança universitária, atraiu 2% do total.
Com a forte demanda, o estoque geral do Tesouro Direto atingiu R$ 262,47 bilhões no fim de junho, montante 4,57% superior ao de maio e 45,53% maior que o registrado em junho do ano passado. O crescimento decorre tanto da valorização dos títulos pela incidência de juros como do saldo positivo de R$ 10,1 bilhões entre vendas e resgates.
No quesito participação, 261.877 novos investidores aderiram ao programa em junho, elevando a base cadastrada para 35.853.678 pessoas. Desse universo, 3.689.486 mantêm operações ativas, número que subiu 21,19% em 12 meses.
As estatísticas reforçam o caráter popular da plataforma: 75,4% das 1.530.276 operações foram de valores até R$ 5 mil, sendo que metade delas não ultrapassou R$ 1 mil. A quantia média por transação ficou em R$ 9.648,34.
Na distribuição por prazos, os investidores demonstraram preferência pelos compromissos de médio prazo. Títulos com vencimento entre cinco e dez anos representaram 45,7% do total vendido. Os de até cinco anos corresponderam a 37,9%, enquanto os papéis superiores a dez anos alcançaram 16,4%.
Lançado há mais de duas décadas, o Tesouro Direto facilita o acesso de cidadãos a títulos públicos federais por meio da internet, sem necessidade de intermediação de instituições financeiras. Ao comprar esses papéis, o investidor empresta recursos ao governo, que, em troca, assume o compromisso de devolver o capital acrescido de juros prefixados, indexados à inflação ou à Selic.
Os dados divulgados HOJE ajudam a explicar por que, mesmo diante de um cenário de juros elevados, a plataforma permanece em expansão. Para especialistas, o patamar atual da Selic garante retorno significativo aos títulos pós-fixados, enquanto a perspectiva de inflação mais alta sustenta a busca por proteção nos títulos indexados ao IPCA.
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.









