Na véspera do primeiro turno, tribunais regionais mobilizam servidores e voluntários para garantir o início pontual da votação. Mais de 560 mil urnas são transportadas: 499 mil às seções e quase 65 mil em reserva.
HOJE, véspera do primeiro turno, tribunais regionais eleitorais mobilizam milhares de servidores e voluntários para concluir os últimos ajustes que garantem o início pontual da votação neste domingo (04). A operação envolve o transporte de mais de 560 mil urnas eletrônicas, das quais aproximadamente 499 mil serão instaladas nas seções. Outras quase 65 mil permanecem de prontidão para eventuais substituições, assegurando rapidez em caso de falhas técnicas.
Em cada estado, a logística reúne parcerias com órgãos públicos. No Rio de Janeiro, por exemplo, parte dos equipamentos é levada em ônibus escolares, enquanto equipes da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) ajudam a descarregar e distribuir as urnas. Já dentro dos locais de votação, funcionários da Justiça Eleitoral e colaboradores convocados organizam o fluxo de eleitores, montam cabines e afixam cartazes informativos.
Paralelamente, todos os tribunais emitem a chamada zerésima do Sistema de Gerenciamento da Totalização. O procedimento atesta que nenhum voto foi gravado antecipadamente nos bancos de dados que receberão os resultados. Antes da abertura das portas neste domingo, cada mesa receptora também imprime a zerésima da própria urna, repetindo a verificação em nível local.
“A eleição não começa quando o eleitor aperta ‘Confirma’. Ela começa muito antes, na carga e na lacração das urnas, na fiscalização permanente dos partidos e das instituições”, declarou o presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares.
Os tribunais sortearam ainda as urnas que passarão por auditorias de autenticidade e integridade. Parte delas permanecerá nas seções, onde juízes conferem se o software instalado coincide com o lacrado pelo Tribunal Superior Eleitoral. A outra parte é recolhida antes da votação e levada a espaços públicos — no Rio, ao Tribunal de Justiça e à Fundação Getúlio Vargas. Nesses pontos, fiscais depositam votos idênticos em cédulas de papel e nas urnas eletrônicas para comparar resultados.
“O que se demonstrará é simples e decisivo: a urna registra fielmente aquilo que nela se digita”, afirmou o magistrado, acrescentando que o alto grau de auditabilidade dá confiança ao processo “antes, durante e depois da votação”.
A logística também inclui segurança policial contínua nos locais onde os aparelhos ficam armazenados até a abertura das sessões. Segundo técnicos da Justiça Eleitoral, essas medidas, somadas à fiscalização de partidos, Ministério Público, OAB e universidades, formam um sistema de múltiplas camadas que busca preservar a transparência do voto de mais de 150 milhões de brasileiros aptos a escolher seus representantes a partir das 8h de domingo.
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.







