Referência em partos de alto risco em Sergipe, a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL) ofereceu atendimento integral a três bebês prematuros que nasceram na unidade em 2 de abril e receberam alta hospitalar nesta quarta-feira, 13. As recém-nascidas — Maria Alice, Maria Cecília e Maria Ísis — são filhas de Vitória Maria, 22 anos, e Ronad Barreto, 25, moradores de Itabaiana.
A MNSL dispõe de serviços especializados para mães e neonatos, entre eles a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin), o Método Canguru, vacinação neonatal e um cartório interno que emite a certidão de nascimento e a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) quando a família solicita.
Vitória, estudante de Direito, descobriu a gestação na véspera do Natal do ano passado, já com quase quatro meses de gravidez. Durante a gestação desenvolveu hipertensão e entrou em trabalho de parto prematuro com 30 semanas e cinco dias, sendo encaminhada à MNSL para cesariana de urgência.
A obstetra plantonista no dia do parto, Edileusa Oliveira dos Anjos, afirmou que casos trigemeelares são raros e demandam mobilização de toda a equipe devido aos riscos associados. Segundo a médica, a ocorrência de trigemelaridade corresponde a cerca de 0,01% dos nascidos vivos. No ano passado a MNSL registrou 4.916 partos, com dois casos de trigêmeos; em 2024 foram 4.773 partos e apenas um parto trigemelar.
As três meninas nasceram ativas e chorando. Cada bebê foi atendida por uma equipe de pediatras, em salas separadas, e encaminhada à Utin. Nenhuma delas precisou de entubação, procedimento que a equipe considerou incomum diante da prematuridade.
Após alguns dias na Utin para suporte de oxigenação, as recém-nascidas foram transferidas para a Unidade de Cuidados Intermediários Canguru (Ucinca), na Ala Verde, onde receberam cuidados pele a pele em sistema de rodízio com a mãe, o pai e a avó paterna. A coordenadora do Complexo Neonatal, Vanessa Bispo, informou que as bebês apresentaram intolerância ao leite e que a maternidade providenciou fórmula especial; elas devem receber alta já com o alimento em posse da família.
Além do acompanhamento neonatal, a família teve acesso aos demais serviços da maternidade: acompanhamento nutricional, vacinação com BCG e hepatite B, testes do pezinho e da orelhinha, apoio psicossocial, fisioterapia, fonoaudiologia, assistência social e os procedimentos cartoriais para emissão de certidões e carteiras de identidade. O pai, o designer gráfico Ronad Barreto, relatou que a MNSL encaminhou a solicitação do leite especial ao Hospital Universitário, que repassou ao Centro de Atenção à Saúde de Sergipe (Case), onde ele retirou as latas do produto.
As trigêmeas receberam alta hospitalar nesta quarta-feira, 13, após o acompanhamento obstétrico, pediátrico e de enfermagem oferecido pela maternidade.
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