Ao mesmo tempo em que a popularidade do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem aumentado, a do Congresso Nacional tem piorado. Segundo pesquisa do Instituto Datafolha divulgada neste domingo (16), a avaliação negativa do legislativo subiu de 32 para 37%.
Após entrevistas com 2.065 pessoas por telefone em 11 e 12 de agosto, o Datafolha concluiu que, apesar da reprovação ter subido, o índice de aprovação em “ótimo ou bom” se manteve estável. Passou de 18% para 17%. Já os que acham o trabalho dos deputados e senadores regular, que eram 47%, agora são 43%.
Em compensação, a estabilidade segue na avaliação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o Datafolha, 27% consideram o trabalho dos ministros ótimo ou bom (antes eram 30%). Já 48% consideram o trabalho regular (antes eram 38%), e 29% ruim ou péssimo (antes, 26%).
O Congresso Nacional e o STF são duas instituições com as quais Jair Bolsonaro não teve uma relação tão pacífica. Por questões como o combate à pandemia e divergências no Orçamento, além de decisões de ministros do Supremo que não favoreciam Bolsonaro, o presidente teve uma postura bastante agressiva com todas as partes.
Já foram vários os atritos públicos entre Bolsonaro e Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, e com ministros do STF. Após decisões recentes como a de bloquear páginas bolsonaristas em todo o mundo, Alexandre de Moraes tem sido o principal alvo no momento. Bolsonaro já esteve em atos antidemocráticos organizados por seus apoiadores, que pediam o fechamento dos Poderes.
Mas o presidente tem tomado uma postura de mais conciliação com ministros e deputados após a prisão de Fabrício Queiroz, amigo pessoal e ex-assessor do filho Flávio Bolsonaro. Ele é investigado no caso das “rachadinhas”, que teria acontecido no gabinete de Flávio (hoje senador) como deputado estadual no Rio de Janeiro.
Bolsonaro diminuiu o discurso mais pesado e passou a se aproximar mais do bloco do Centrão na Câmara, por exemplo. Com isso o clima ficou mais ameno, e a popularidade do presidente também teve um pequeno aumento.
A pesquisa Datafolha foi realizada de casa, em todas as regiões do Brasil e por telefone, como medida de segurança por conta da pandemia do novo coronavírus.
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