A vereadora de Aracaju, Sheyla Galba (Cidadania), voltou a reclamar da falta de medicamentos para tratamento de quimioterapia no Hospital de Urgência de Sergipe João Alves Filho, em Aracaju. De acordo com a parlamentar, há falta de planejamento da diretoria do setor de Oncologia do hospital.
“É uma novela mexicana isso. Estamos desde fevereiro, gritando, lutando pelos medicamentos Bleomicina e Dacarbazina, que são para tratamento de pessoas que têm linfoma e carcinoma. E ainda os medicamentos Purinethol e Tretinoína, para pacientes com leucemia aguda, em crianças e adultos. E tem o Ciclofosfamida, para pacientes com mieloma”, explicou Sheyla, durante entrevista na Fan FM, nesta terça-feira (27).
Segundo a parlamentar, a resposta da Secretaria Estadual de Saúde (SES) é que a questão da covid-19 atrapalhou, que não existe matéria-prima para esses medicamentos e que falta transporte para enviar esses medicamentos para o estado. “Mas temos um paciente com linfoma chamado Neto Fonseca, de Itabaiana, que precisa tomar Bleomicina e Dacarbazina. A partir dele foi que a gente descobriu que havia a falta. Ele conseguiu comprar o Bleomicina e em dois dias o medicamento chegou aqui, mas agora já está acabando. E além dele, outras pessoas continuam aguardando esse medicamento. Não sabemos a quem mais procurar”.
A secretaria afirmou em fevereiro que estava fazendo uma “força-tarefa” para comprar esses medicamentos. “O problema é que sabemos que Sergipe tem dificuldade de pagamento. Digo isso porque desde dezembro estamos com problemas no tratamento de Braquiterapia, que é para pacientes com problema no útero. Mais de 20 pessoas estão sem esse tratamento, mulheres que tem vergonha do estado delas e não divulgam na imprensa”, acrescentou a vereadora.
Em nova nota, a Secretaria de Estado de Saúde informou que continua em falta a matéria-prima dos medicamentos. “Com a instalação da nova fonte, dia 22 de abril, retornaremos o tratamento dos pacientes a partir desta quarta (28)”.
“Temos uma clínica de radioterapia em Sergipe e em Arapiraca em Alagoas, seriam possibilidades para essas pessoas não passarem tanto tempo sem tratamento. Faltou prioridade, planejamento. Não estou culpando a Secretaria de Saúde e a direção geral do Hospital e sim a direção, a gerência da Oncologia. Essa luta não é de agora, é desde 2015. O medicamento existe, a compra poderia ser feita, e porque neles não podem fazer?”, criticou a parlamentar.
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