Os 2,9 milhões de eleitores do Espírito Santo se preparam para um novo encontro com as urnas no próximo domingo, 25 de outubro, quando será decidido quem comandará o Palácio Anchieta pelos próximos quatro anos. A disputa do segundo turno coloca frente a frente Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB), candidatos que concentraram a maioria dos votos válidos na primeira etapa do processo eleitoral.
No primeiro turno, realizado em 06 de outubro, Pazolini saiu na dianteira com 49,65% dos votos válidos, totalizando 1.048.633 apoios. Ferraço recebeu 34,06%, o equivalente a 719.397 votos, resultado que lhe garantiu a segunda colocação e, consequentemente, o passaporte para o confronto decisivo deste fim de semana.
Pazolini, de 44 anos, é natural de Vitória e construiu carreira na segurança pública como delegado da Polícia Civil. Ele exerceu dois mandatos consecutivos como prefeito da capital capixaba e, em 2026, renunciou ao cargo para disputar o governo estadual. Entre suas bandeiras de campanha, o candidato tem enfatizado segurança, gestão fiscal e programas sociais voltados à juventude.
Ferraço, por sua vez, nasceu em Cachoeiro de Itapemirim e contabiliza 63 anos. Com trajetória parlamentar extensa, já foi vereador, deputado estadual, deputado federal, senador e vice-governador. Assumiu o governo em abril de 2026 após a saída de Renato Casagrande, que deixou o posto para concorrer ao Senado. Durante os pouco mais de seis meses no comando do estado, Ferraço destacou temas como infraestrutura rodoviária, incentivo ao setor agroindustrial e modernização da máquina pública.
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES) orienta que o horário de votação seguirá o padrão nacional, com as seções abertas das 8h às 17h. Eleitores devem apresentar documento oficial com foto ou o e-Título. O voto é obrigatório para brasileiros entre 18 e 70 anos e facultativo para analfabetos, pessoas a partir de 70 anos e jovens de 16 e 17 anos.
Na prática, o candidato vencedor será aquele que conquistar 50% mais um dos votos válidos — desconsiderados brancos e nulos. Caso haja empate numérico, situação rara, o critério de desempate é a idade, beneficiando o mais velho. A Justiça Eleitoral também ressalta que, em segundo turno, não é possível realizar coligação formal, mas os concorrentes podem receber apoio declarado de partidos e lideranças que ficaram pelo caminho.
Nas ruas, o clima de campanha permanece intenso. Carreatas, debates televisivos e encontros regionais estão previstos até a noite de sexta-feira, prazo final para propaganda. Redes sociais seguem como terreno fértil para mensagens e mobilização, enquanto a Justiça Eleitoral mantém a vigilância sobre possíveis irregularidades.
Com a proximidade da votação, analistas políticos apontam que o desempenho dos candidatos nos últimos debates televisivos e o nível de engajamento dos eleitores indecisos serão decisivos. A expectativa é de que o resultado comece a ser conhecido poucas horas após o encerramento da votação, graças ao sistema de apuração eletrônica.
Independentemente do desfecho, o futuro governador terá a missão de conduzir projetos estratégicos em áreas como educação, saúde e desenvolvimento econômico, além de dialogar com a Assembleia Legislativa em busca de apoio às suas propostas. O cargo será oficialmente ocupado a partir de 1º de janeiro de 2027, início do próximo mandato constitucional.
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