No domingo, Flávio Bolsonaro recebeu prefeitos e vereadores no Vale do Anhangabaú, em SP, com Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes. Criticou Lula e garantiu que cortes não vão atingir o Bolsa Família.
O senador e candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, dedicou o domingo (11/10) a uma série de conversas com prefeitos e vereadores da Região Metropolitana de São Paulo. O encontro ocorreu em um edifício comercial na área do Vale do Anhangabaú, no centro da capital, e contou com a presença do governador Tarcísio de Freitas, do prefeito Ricardo Nunes e de outras autoridades estaduais e municipais.
Ao abrir sua fala, o postulante do PL concentrou críticas no adversário Luiz Inácio Lula da Silva e ressaltou a reação imediata do mercado financeiro após o primeiro turno das eleições.
“O futuro ex-presidente da República me desafiou a explicar de onde vou tirar R$ 250 bilhões. A primeira coisa que vou fazer é tirar esse cara da cadeira. Só de termos virado na frente do primeiro para o segundo turno, a taxa de juros futuro já caiu 1%”, afirmou.
O candidato usou o indicador para defender que a simples mudança de governo abriria espaço fiscal.
“Cada 1% a menos de juros libera, arredondando, uns R$ 100 bilhões no orçamento. Só com o fato de o Lula sair da presidência”, completou.
Nos últimos dias, economistas ligados à campanha mencionaram o nome do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, como possível titular da Fazenda em um eventual governo. A lembrança, porém, foi recebida com reservas por críticos que apontam a trajetória de alta da Selic entre 2019 e 2024.
Nas redes sociais, Flávio buscou afastar o temor de cortes em programas sociais. Ele assegurou que o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) permanecerão intocados e prometeu reajustes acima da inflação para aposentados.
“Os aposentados do Brasil vão ser valorizados, vai ter aumento acima da inflação”, garantiu.
O presidenciável afirmou ainda que formará uma equipe econômica “focada em cortar desperdícios” e que a taxa básica de juros poderá recuar “2%, 3%, 4%” com a adoção de medidas de ajuste fiscal.
Parte das críticas ao seu plano de governo remete a iniciativas tomadas durante o mandato de seu pai, Jair Bolsonaro. À época, o Palácio do Planalto chegou a propor mudanças que limitariam o acesso ao BPC e criou o Auxílio Brasil em substituição ao Bolsa Família, programa que, segundo auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), elevou o risco de irregularidades.
Outro ponto recordado pelos adversários envolve o Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2023, enviado ao Congresso em 2022, que previa redução de 59% na verba do Farmácia Popular — de R$ 2,04 bilhões para cerca de R$ 804 milhões. O Legislativo, porém, recompos-tu o montante no texto final.
Ao encerrar o encontro, Flávio destacou o papel dos prefeitos na articulação de sua campanha na Grande São Paulo e reforçou que o plano de cortes passará “longe” de áreas sociais consideradas sensíveis pelo eleitorado.
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