A derrota do Brasil por 2 a 1 para a Noruega, neste domingo (05), nas oitavas de final da Copa do Mundo, repercutiu intensamente na imprensa internacional. O tropeço eliminou a equipe canarinho da competição e selou a pior campanha brasileira em 36 anos, abrindo espaço para manchetes que exaltaram a atuação do atacante Erling Haaland e a frustração da torcida pentacampeã.
“Haaland faz o Brasil chorar”
Foi a manchete do francês L’Équipe, que classificou o camisa 9 como “imparável” após ele marcar os dois gols que garantiram a virada norueguesa. O jornal destacou ainda a solidez defensiva escandinava e a incapacidade brasileira de reagir após sofrer o empate ainda no primeiro tempo.
“Jaaaaaland: Brasil está fora do Mundial”
O argentino Olé não perdeu a chance de brincar com o sobrenome do atacante e lembrou que esta é a primeira vez desde 1990 que o Brasil deixa o torneio antes das quartas de final. A publicação sublinhou a rivalidade regional e apontou a eliminação como “surpreendente”, apesar da fase irregular vivida pela equipe de Neymar.
Na Espanha, o diário Marca estampou em letras garrafais:
“Um ciborgue aniquila o Brasil”
O veículo comparou Haaland a uma máquina pela precisão nos arremates e apontou falhas de posicionamento da zaga brasileira, que não conseguiu conter as arrancadas do norueguês.
No Reino Unido, o Daily Mail destacou que Haaland “marca duas vezes e elimina a pentacampeã”, frisando o contraste entre a estrela do Manchester City e a atuação apagada do ataque brasileiro. Já o português A Bola foi além do resultado e registrou uma possível mudança geracional na Seleção.
“Neymar anuncia adeus à seleção do Brasil”
Segundo o periódico, o camisa 10 teria confirmado aos companheiros, ainda no vestiário, a intenção de encerrar sua trajetória com a amarelinha após três Copas disputadas.
A repercussão também chegou à Itália. A La Gazzetta dello Sport resumiu:
“Haaland é maior que o Brasil”
O jornal analisou que o resultado coloca a Noruega entre os candidatos ao título e que a seleção de Ødegaard e companhia superou “um gigante em queda”.
Para a torcida brasileira, o baque é grande. A equipe, que entrou em campo embalada por uma fase de grupos sem derrotas, viu seu sonho ruir em 90 minutos marcados por falhas defensivas e falta de inspiração ofensiva. Agora, dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol deverão enfrentar pressão por mudanças na comissão técnica e no planejamento para o próximo ciclo.
Do lado norueguês, a vitória mantém o otimismo. Haaland, eleito melhor em campo, afirmou que a equipe “ainda tem muito a mostrar” no torneio. Já os torcedores escandinavos celebraram nas ruas de Oslo uma classificação histórica, repetindo o feito de 1998, quando a Noruega também eliminou o Brasil na fase de grupos.
Com a eliminação consumada, a Seleção volta para casa, enquanto o noticiário global segue analisando o choque de gerações e o significado de ver a pentacampeã fora tão cedo.





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