O atacante Neymar afirmou que encerra sua trajetória na Seleção Brasileira logo depois da eliminação para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Caso mantenha a decisão, o camisa 10 deixará a equipe nacional com quatro participações em Mundiais, nove gols marcados e sem alcançar uma final, mas figurando no Top-3 dos maiores goleadores do Brasil na competição.
“Estou encerrando minha passagem pela seleção brasileira”, declarou o jogador na zona mista após a partida em Los Angeles.
O anúncio vem ao término de uma campanha marcada por lesões e aparições limitadas. Convocado pelo técnico Carlo Ancelotti mesmo com uma contusão na panturrilha direita, Neymar foi poupado nas duas primeiras rodadas e entrou apenas contra a Escócia, na última partida da fase de grupos. Depois, ficou no banco diante do Japão e voltou a atuar no segundo tempo diante dos noruegueses, quando balançou a rede, mas não evitou o revés por 2 a 1.
A despedida põe ponto-final a uma história iniciada em 2014. Naquele ano, o então jovem de 22 anos liderava um Brasil confiante após o título da Copa das Confederações. Anotou quatro gols até sofrer a joelhada de Zúñiga nas quartas contra a Colômbia, lesão que o tirou do torneio antes do 7 a 1 para a Alemanha.
Quatro anos depois, na Rússia, marcou duas vezes e deu uma assistência, mas viu a equipe cair para a Bélgica também nas quartas. As críticas às supostas “simulações” do craque dominaram boa parte da cobertura internacional.
No Catar, em 2022, o roteiro de confiança virou frustração. Lesionado no tornozelo na estreia, Neymar voltou apenas no mata-mata, fez um gol na prorrogação contra a Croácia, porém a classificação escapou nos pênaltis. Ele descreveu aquela derrota como “a mais dolorosa”.
Agora, no Mundial dos Estados Unidos, Canadá e México, o ciclo parece chegar ao fim. Com nove gols, Neymar iguala Ademir Menezes, Vavá e Jairzinho e fica atrás somente de Pelé (12) e Ronaldo (15). Ao marcar em 2014, 2018, 2022 e 2026, ele repete o feito de Pelé como único brasileiro a balançar as redes em quatro Copas consecutivas.
Apesar da ausência de um título, o legado do camisa 10 inclui recordes, jogadas decisivas e a esperança renovada em cada edição. A Confederação Brasileira de Futebol ainda não se pronunciou sobre uma possível tentativa de convencê-lo a voltar. Por ora, a era Neymar na Seleção fecha sem taças mundiais, mas com estatísticas que o colocam entre os grandes artilheiros do futebol nacional.
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