A Secult Aju realizou, na quinta-feira, 22, uma oficina sobre patrimônio material e imaterial para estudantes da EJA da Emef Presidente Juscelino Kubitschek, em Aracaju.
A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Cultura (Secult Aju), promoveu nesta quinta-feira, 22, a oficina Patrimônio Material e Imaterial de Aracaju, na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Presidente Juscelino Kubitschek. A atividade reuniu estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) em uma experiência que integrou educação patrimonial, música e valorização da história e da identidade cultural da capital.
Durante a oficina, os participantes conheceram aspectos do patrimônio material e imaterial de Aracaju, com exemplos de construções, espaços urbanos, manifestações artísticas e tradições que ajudam a contar a história da cidade e a compreender as referências culturais presentes no cotidiano da população.
O secretário municipal da Cultura, Paulo Corrêa, ressaltou a importância de aproximar os estudantes da história e das tradições da cidade por meio de atividades educativas e artísticas. “Levar atividades como essa para as escolas é uma forma de ampliar o acesso à cultura e aproximar os estudantes da história e das tradições de Aracaju. Nosso objetivo é contribuir para que a população conheça, valorize e ajude a preservar o patrimônio cultural da nossa cidade”, afirmou.
Responsável por ministrar a oficina, a arquiteta e urbanista Viviane Oliveira abordou os conceitos de patrimônio material e imaterial, relacionando os bens culturais à memória e à identidade coletiva. A atividade também destacou a importância de reconhecer e valorizar as referências culturais presentes no cotidiano.
“A oficina tem como proposta aproximar os estudantes do patrimônio cultural da cidade, estimulando o reconhecimento e a valorização dos bens culturais que constituem a nossa história, a nossa memória e a nossa identidade. A ideia é despertar nos estudantes um olhar mais atento para a cidade onde vivem, reconhecendo que os espaços e as práticas culturais que fazem parte do seu cotidiano também são referências importantes da nossa história, porque educação patrimonial contribui para que crianças e jovens não sejam apenas espectadores da história, mas participantes ativos na construção e na preservação da memória coletiva”, explicou Viviane Oliveira.
Com metodologia participativa, a oficina relacionou os conceitos apresentados às experiências dos estudantes e às referências culturais de Aracaju, incorporando a música ao processo de aprendizagem. A programação contou com a participação do Grupo Brasileiríssimo, que apresentou um repertório de música instrumental brasileira, com destaque para o choro, gênero musical surgido no Rio de Janeiro por volta de 1870.
O diretor musical e violonista de sete cordas Manoel Neto, integrante do grupo, destacou a relação entre o repertório escolhido e a proposta da oficina. “As igrejas que a Viviane mostrou foram tombadas pelo Iphan na década de 1940, e o repertório que a gente escolheu para apresentar durante as edições do projeto reúne músicas compostas nesse período, majoritariamente choros”, afirmou.
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