Começa na madrugada de sábado e cobrirá todo o Sistema Interligado Nacional (SIN). O ONS busca minimizar riscos na votação e na apuração, proibindo manutenções e reforçando pontos críticos.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) anunciou que colocará em prática, a partir da madrugada de sábado (24), uma operação especial voltada a reforçar a segurança do fornecimento de energia durante o segundo turno das eleições, marcado para este domingo (25). A iniciativa, prevista em resolução do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) para grandes eventos de interesse nacional, abrangerá todo o Sistema Interligado Nacional (SIN) e buscará minimizar riscos tanto na hora da votação quanto no momento da apuração dos resultados.
Entre as principais medidas, o plano proíbe manutenções e intervenções programadas capazes de afetar a rede elétrica no período entre 0h de sábado (24) e 7h de segunda-feira (26). Além disso, haverá monitoramento intensificado das condições meteorológicas e da operação em tempo real, com foco especial em regiões que concentram grande número de eleitores ou centros de totalização dos votos.
Segundo o ONS, empresas de geração, transmissão e distribuição receberam orientação para manter equipes de sobreaviso, preparando-se para atuar rapidamente em caso de qualquer incidente. O operador também determinou procedimentos extras de segurança em subestações, usinas e centros de controle, elevando o grau de alerta em relação a descargas atmosféricas, ventanias fortes e possíveis ocorrências de sobrecarga em circuitos críticos.
O regime especial replica o protocolo utilizado no primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Na ocasião, relatório do ONS indicou que não houve ocorrências na Rede de Operação do SIN capazes de interromper o fornecimento de energia ou prejudicar o processo eleitoral. O documento apontou comportamento dentro dos padrões operacionais previstos, resultado da coordenação entre o operador e as concessionárias responsáveis pelos diversos elos da cadeia elétrica.
A meta agora é repetir o desempenho positivo, garantindo que seções eleitorais, cartórios e centros de totalização mantenham funcionamento contínuo. Para isso, o ONS reforçará o intercâmbio de informações com as concessionárias estaduais e disponibilizará canais diretos para comunicação de anomalias. Qualquer registro de oscilação em tensão ou frequência, ainda que momentâneo, será investigado de imediato.
Além da rede de transmissão, o plano especial contempla usinas hidrelétricas, termelétricas e parques eólicos estratégicos. A geração deverá permanecer distribuída de forma a assegurar reservas girantes suficientes, capazes de compensar eventuais quedas abruptas de carga.
Mesmo com a implementação das restrições, o ONS afirma que o abastecimento de energia para indústrias, hospitais e demais serviços essenciais seguirá dentro da normalidade. O operador avalia que a capacidade instalada e a robustez das interligações interestaduais oferecem condições adequadas para absorver picos de demanda, comuns em dias de forte mobilização popular.
Encerrado o período de regime especial, previsto para as 7h de segunda-feira (26), as operações programadas poderão ser retomadas gradualmente, após avaliação técnica sobre as condições do sistema. Até lá, o ONS manterá vigilância reforçada para assegurar um segundo turno tranquilo do ponto de vista energético.
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