O Movimento Polícia Unida, que inclui policiais civis, militares, bombeiros e escrivães, está realizando um ato, na manhã desta segunda-feira (17), em frente à Secretaria de Segurança Pública (SSP), em Aracaju. O AjuNews acompanha o ato que defende o adicional de periculosidade.
Durante esta manhã, o Movimento realizou um “velório” com a presença de um caixão, para simbolizar os policiais mortos em serviço. Os policiais também colocaram várias cruzes em frente à sede da SSP em homenagem aos policiais civis, militares e bombeiros que morreram em combate.
Durante o ato, a avenida em frente à SSP, está interditada para veículos e também houve acréscimo do número de policiais em frente à instituição.
O Movimento cobra do Governo do Estado o adicional de periculosidade e, também, a reestruturação da carreira de agentes, agentes auxiliares e escrivães; corte nas horas extras, além do não pagamento das reposições inflacionárias.
Nesta segunda (17), o presidente da Associação dos Oficiais Militares de Sergipe (Assomise), Coronel PM Adriano Reis afirmou, em vídeo enviado ao AjuNews, que o Comandante Geral da Polícia Militar de Sergipe (PM-SE), Marcony Cabral, não representa a categoria no que diz respeito as negociações para o pagamento do adicional de periculosidade.
Na sexta (14), o juiz Gilson Felix dos Santos determinou a suspensão da greve dos policiais e delegados de forma imediata, atendendo a ação impetrada pelo Governo do Estado, com pedido de antecipação de tutela. A decisão publicada no processo tem efeitos imediatos, com multa diária de R$ 50 mil em desfavor das classes policiais, caso eles voltem a realizar novas paralisações ou suspensões parciais de trabalho.
Na ação impetrada pelo Governo, uma das justificativas é a tese de que “O exercício do direito de greve, sob qualquer forma ou modalidade, é vedado aos policiais civis e a todos os servidores públicos que atuem diretamente na área de segurança pública”, conforme já apreciado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, a categoria alega que as manifestações são legítimas e vão arriscar com o ato desta segunda (17).
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