Mais de 2,6 milhões de eleitores potiguares decidem o governo estadual neste domingo. Allyson teve 36,94% (799.809 votos) no 1º turno; Cadu de Lula somou 36,16% (718.300).
O Rio Grande do Norte volta às urnas neste domingo, 25 de outubro, para concluir a escolha do próximo governador. São esperados mais de 2,6 milhões de eleitores em todo o estado, segundo dados oficiais do Tribunal Regional Eleitoral. O pleito coloca frente a frente Allyson Bezerra (União) e Cadu de Lula (PT), que protagonizaram uma disputa acirrada no primeiro turno e agora enfrentam novo teste de força nas urnas.
No dia 6 de outubro, Allyson Bezerra terminou na frente com 36,94% dos votos válidos, somando 799.809 sufrágios. Logo atrás, Cadu de Lula alcançou 36,16%, correspondente a 718.300 votos. A diferença inferior a um ponto percentual tornou o cenário imprevisível para a etapa decisiva. Ambos passaram as últimas semanas concentrados em agendas pelo interior e na Grande Natal, tentando convencer o eleitorado indeciso e mobilizar suas bases, especialmente após a definição de apoios de candidatos que ficaram fora da disputa.
Allyson Bezerra, de 34 anos, é engenheiro civil, servidor público federal e foi deputado estadual antes de assumir a prefeitura de Mossoró, sua cidade natal, em 2021. Ele se reelegeu em 2024 e deixou o cargo neste ano para concorrer ao governo estadual. Sua campanha investe na imagem de gestor jovem, defendendo ampliação de programas de infraestrutura e racionalização de despesas.
Já Carlos Eduardo Xavier, conhecido como Cadu de Lula, tem 48 anos, é auditor fiscal de carreira e disputará um cargo eletivo pela primeira vez. Ele comandou a Secretaria Estadual da Fazenda durante a gestão de Fátima Bezerra, período em que ganhou notoriedade por negociações de dívidas fiscais e pela implantação de sistemas eletrônicos de arrecadação. Na campanha, promete manter os programas sociais em vigor e reforçar a arrecadação sem aumento de alíquotas.
Com posições políticas distintas, os candidatos intensificam debates sobre segurança pública, crescimento econômico e dificuldades financeiras do estado. A violência é citada pelos dois como um dos principais problemas, mas as propostas divergem: enquanto Allyson fala em fortalecer batalhões regionais e ampliar convênios com prefeituras, Cadu aposta na integração de inteligência policial e em concursos para recompor efetivos.
A questão fiscal também domina discursos. Allyson indica cortes de cargos comissionados e revisão de contratos; Cadu sustenta que ajustes podem vir da modernização de sistemas de cobrança e do combate à sonegação. Ambos asseguram que pretendem honrar o pagamento de salários em dia e destravar obras paradas.
No campo político, cada lado busca alianças estratégicas. Lideranças locais que ficaram sem mandato ou foram eliminadas no primeiro turno negociam apoio no segundo. A movimentação inclui prefeitos, deputados e vereadores de diversas legendas, elevando a tensão em um estado acostumado a disputas equilibradas.
O TRE manterá 7.844 seções distribuídas em 1.580 locais de votação. As urnas eletrônicas passaram por testes de integridade realizados ao longo da semana. O horário oficial de votação seguirá o fuso de Brasília, com abertura às 8h e encerramento às 17h. A expectativa é de divulgação do resultado ainda na noite de domingo.
Para garantir a segurança do pleito, a Polícia Militar vai reforçar o efetivo em todo o território potiguar, sobretudo nas regiões onde, historicamente, há maior índice de ocorrências. As áreas rurais de difícil acesso receberão apoio logístico do Exército para transporte das urnas e dos mesários.
Analistas apontam que a elevada abstenção registrada no primeiro turno – acima de 18% – pode ser decisiva nesta reta final. Uma mobilização maior ou menor de cada base pode alterar o cenário visto há três semanas. As últimas pesquisas internas dos dois comitês indicam empate técnico, reforçando a atmosfera de incerteza que marca o segundo turno potiguar.
A expectativa agora se volta para o posicionamento dos eleitores que votaram nulo ou branco, além daqueles que apoiaram outros candidatos. Entre propostas de novos debates, caminhadas e mobilizações nas redes sociais, Allyson e Cadu de Lula tentarão, até o último minuto permitido, demonstrar capacidade de liderança e visão de futuro para convencer o eleitorado indeciso. O veredito final virá nas urnas, compondo o capítulo derradeiro desta disputa que promete ser uma das mais tensas da história recente do Rio Grande do Norte.
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