O ex-deputado estadual e futuro secretário de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Sergipe (Seagri), Zeca da Silva, afirmou ao AjuNews que uma das sua prioridades durante sua gestão será ações para o Sertão Sergipano. A solenidade de posse está marcada para esta segunda-feira (23).
Ainda segundo ele, assim que assumir a secretaria ‘verá quais as principais demandas, se inteirar de todos os programas e orçamentos e em breve anunciará o que deverá ser feito’. Sobre a ida de Zeca, que é secretário geral do Diretório estadual do PSL, o governador Belivaldo Chagas (PSD) destacou que a presença do ex-deputado vem engrandecer o trabalho da pasta.
“Tenho certeza de que Zeca trará uma grande contribuição ao cargo e ao setor, em que já avançamos bastante em Sergipe”, disse o gestor. Em julho deste ano, o chefe do Executivo de Sergipe já havia integrado Zeca ao governo como secretário-executivo da Secretaria de Estado Geral de Governo (Segg).
“Tenho certeza que Zeca tem a experiência e a capacidade necessária para ajudar o Governo do Estado neste momento a avançar ainda mais nas suas políticas públicas”, afirmou à época Belivaldo.
O ex-deputado, que foi eleito para uma das vagas da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), no pleito de 2010, pelo PSC com 23.842 mil votos, também já comandou outra secretaria de peso. Em 2011, ele foi empossado como secretário estadual do Desenvolvimento Econômico no governo Marcelo Déda (in memoriam).
A chegada de Zeca à Seagri é fruto da aliança entre Chagas e o ex-deputado federal e presidente do PSC em Sergipe, André Moura. O espaço ocupado pelo novo aliado, a quem Belivaldo fez questão de dizer, na última sexta-feira (20), que ‘sempre teve uma relação de amizade’, representou um ‘chega pra lá’ na indicação do deputado federal João Daniel (PT). Ele havia indicado o até então secretário André Luiz Bonfim, que comandou a pasta por quase três anos.
Caso 1: A debandada petista iniciou em março, quando Silvio Santos deixou o gabinete da vice-governadora Eliane Aquino. A última que SS ganhou destaque na mídia foi em maio, após de forma fatídica desdenhou da morte do ex-prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB) vítima de câncer. “Não sou hipócrita. Já vai tarde o homem cuja maior obra foi humilhar seus semelhantes”, escreveu o político petista na rede social.
Caso 2: Também em maio, o anúncio da pré-candidatura do líder do PT no Senado, Rogério Carvalho, ao Governo de Sergipe nas eleições de 2022, arranhou as estruturas da aliança, uma vez que, nada foi acertado com o grupo. As informações foram publicadas pela colunista do jornal Folha de São Paulo, Mônica Bergamo. De acordo com a jornalista, o parlamentar recebeu permissão para disputar a cadeira do Palácio dos Despachos, sede do Governo Estadual, após reunião com o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Que está em viagem pelo Nordeste, mas deixou Sergipe fora da agenda mesmo tendo no estado o vice-presidente nacional da legenda, o candidato derrotado nas eleições de 2020, Marcio Macedo.
Caso 3: Ainda há mais um para cair. Conforme circula nos bastidores, o superintendente do Instituto de Promoção e de Assistência à Saúde de Servidores do Estado de Sergipe (IpeSaúde), Christian Oliveira. Belivaldo já deu o direcionamento do tom que deve usar caso seja chamado de traidor. “É interessante essa história de dizer que o PT teve um papel importante e foi preponderante no processo de eleição do governador, tendo Eliane como vice-governadora. E aí eu faço uma pergunta: Edvaldo Nogueira será que teve um papel importante no processo de formação desse bloco em algum momento? E no entanto eu pergunto: O que fizeram com Edvaldo Nogueira na eleição passada? Será que foi justo?”, disse na Fan FM, nesta terça-feira (17).
Trajetória
Zeca Ramos da Silva é natural de Aracaju. É empresário, exerceu o cargo de chefe Geral do Setor de Tráfego da Empresa Senhor do Bomfim (1986-1988), presidente da Bomfim Cargas e Encomendas (1991-2000). Zeca também foi vereador em Aracaju por dois mandatos (2001-2006), presidente da Câmara Municipal de Aracaju (CMA) em 2005-2006 e deputado estadual desde 2007, reeleito no pleito de 2010.
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