O presidente do Sindicato dos Médicos de Sergipe (SindMed), João Augusto, afirmou, nesta quinta-feira (25), que o Ministério Público de Sergipe (MP-SE), o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério do Trabalho entraram com uma ação judicial e o juiz Federal está “querendo impor” ao Conselho de Medicina que pessoas não habilitadas em medicina possam exercer a função. Ele relata que essas pessoas trabalhariam exclusivamente no Hospital de Campanha de Aracaju na rede pública de saúde.
“Esse é um ponto que para mim é muito grave que é querer autorizar a prefeitura de Aracaju a contratar pessoas não habilitadas no exercício da medicina aqui no Brasil. E pasmem, exclusivamente para o Hospital de Campanha, no SUS [Sistema Único de Saúde] para a população carente”, ressaltou o presidente.
João Augusto ainda frisou que a situação demonstra uma diferença entre aqueles que têm uma renda alta e os de renda baixa. Para ele essa decisão judicial significa que: “médicos de verdade para quem tem dinheiro, pessoas não habilitadas em medicina para quem não tem dinheiro”.
Ainda segundo o presidente do SindMed, a prefeitura alega que a medida seria porque não tem médicos em Aracaju, mas ele rebate, “o CRM [Conselho Regional de Medicina] já fez o chamamento, em dois dias apenas foram 115 médicos que manifestaram ao CRM interesse em trabalhar.
Ainda de acordo com João Augusto, os participantes do processo seletivo entregaram o protocolo de inscrição na prefeitura desde o dia 1 de junho e administração municipal não deu andamento.
O presidente ainda destacou que em nenhum momento os MPs convocaram na mesma reunião os órgãos públicos e as entidades para ouvir os dois lados. “O Sindicato dos Médicos não foi, CRMs não foram, Sociedade Médica de Sergipe também não foi, eles ouviram somente as prefeituras”.
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