Polícia


Brasil registra aumento de 33,3% de mortes violentas de pessoas LGBTI+ em um ano


Publicado 13 de maio de 2022 às 08:22     Por Larissa Barros     Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil

O número de mortes violentas de pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e pessoas intersexo (LGBTI+) subiu 33,3% no ano passado em comparação a 2020, de acordo com dados divulgados pelo Dossiê de Mortes e Violências contra LGBTI+ no Brasil.

Ao menos 316 vítimas foram registradas em 2021. Já no ano anterior, foram 237 mortes. Entre os crimes ocorridos no ano passado, 262 foram homicídios (o que corresponde a 82,91% dos casos), 26 suicídios (8,23%), 23 latrocínios (7,28%) e 5 mortes por outras causas (1,58%).

Segundo o levantamento, dois grupos que sofreram mais violência, reunindo 90,5% dos casos, foram os homens gays (45,89%), com um total de 145 mortes; e as travestis e mulheres trans (44,62%), com 141 mortes. As mulheres lésbicas representam 3,80% das mortes (12 casos); os homens trans e pessoas transmasculinas somam 2,53% dos casos (oito mortes).

Conforme o dossiê, as pessoas bissexuais (0,95%) e pessoas identificadas como outros segmentos (0,95%) tiveram 3 mortes cada grupo. Houve quatro pessoas cuja orientação sexual ou identidade de gênero não foi identificado, representando 1,27% do total, com 4 casos.

A faixa etária das vítimas teve uma variação entre 13 e 67 anos, Os dados apontaram que a maioria das mortes ocorreu entre jovens entre 20 e 29 anos. Ao todo, foram 96 casos (30,38%).

As outras faixas etárias corresponderam às seguintes proporções: 22 pessoas com idade entre 10 a 19 anos (6,96%); 68 pessoas entre 30 e 39 anos (21,52%); 36 pessoas entre 40 e 49 anos (11,39%); 21 pessoas entre 50 e 59 anos (6,65%); e 13 pessoas entre 60 e 69 anos (4,11%). Em 60 casos (18,99%), não foi possível identificar a idade.

O dossiê, produzido por meio do Observatório de Mortes e Violências contra LGBTI+, é resultado de uma parceria entre a Acontece Arte e Política LGBTI+, a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) e a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT).



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