Outro idoso, de 90 anos, recebeu duas doses de vacinas diferentes contra a covid-19, em Sergipe. O segundo caso aconteceu no município de Aquidabã, no Agreste Sergipano, e está sendo acompanhado pela Universidade Federal de Sergipe (UFS).
De acordo com o professor do Departamento de Farmácia e coordenador da Força-Tarefa Covid-19 da UFS, Lysandro Borges, a equipe já está acompanhando esse idoso, assim como a idosa de Aracaju, que também recebeu doses diferentes dos imunizantes.
“Os riscos são mínimos, pois o princípio das vacinas é a exposição ao antígeno, ou ao RNAm, que estimula a célula humana a produção de proteína S (spike). Na Europa já estão sendo feitos estudos de misturas de vacinas. No Brasil, em Manaus pela Fiocruz e Roraima”, explicou o professor.
De acordo com Lysandro, o município irá prestar assistência avaliando os sintomas dos idosos, caso ocorram. O acompanhamento será feito pela produção de anticorpos neutralizantes induzidos pela vacina.
“Objetivo é verificar a presença de anticorpos neutralizantes, mas precisamos lembrar que a imunidade vacinal também depende do linfócito T, que é a célula que está presente na imunidade celular. Então, nós vamos avaliar as duas linhas: imunidade celular e a imunidade humoral diante da exposição à vacina”, disse.
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