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‘Se conseguir fazer o que prometeu, Petro será desastre para Colômbia’, afirma colunista


Publicado 20 de junho de 2022 às 13:21     Por Redação AjuNews     Foto Reprodução / Instagram @gustavopetrourrego

Gustavo Petro foi eleito o novo presidente da Colômbia, neste domingo (19), com 50,47% dos votos. A esquerda e centro-esquerda se uniram, pela primeira vez, para que Petro, que era candidato à Presidência pela terceira vez, chegasse ao palácio presidencial. Petro foi eleito o primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia.

De acordo com a colunista a Vilma Gryzinski, da Veja, se Petro consegui fazer o que prometeu na campanha, será um “desastre” para a Colômbia. Para a colunista, a sua proposta principal é simplesmente “delirante, ou ditada pelo pensamento mágico”.

Ela diz que o programa de governo de Petro tem como objetivo “abandonar o modelo econômico baseado na exploração do petróleo e do carvão”. Em lugar dele, entraria um modelo de “crescente produção agropecuária, de turismo respeitoso do meio ambiente físico e cultural, e de uma produtividade baseada no conhecimento, na ciência e na tecnologia”.

Além de “gerar empregos e oportunidades, incluir as mulheres, o campesinato, as comunidades étnicas e a população migrante”, além, claro, de “assumir de forma decidida a defesa e a restauração de nossos recursos naturais”.

Sobre isso, a colunista faz um questionamento: “de onde sairão as dezenas, talvez centenas de milhões de turistas necessários para simplesmente mudar o modelo econômico? (até na lista dos sul-americanos mais visitados, a Colômbia fica em quinto lugar, depois de Argentina, Brasil, Chile e Peru).

Ainda segundo Vilma, da Veja, as propostas vão da educação universitária gratuita para mulheres a “capacitação dos recicladores”. E também pretende “lutar contra a mudança climática e a perda de biodiversidade” através do “desmonte gradual do modelo extrativista e do uso de combustíveis fósseis”.

Na opinião da colunista, “transformar a Colômbia em Pandora, a terra mágica do filme Avatar, pode soar bonito, até poético, no papel, mas é irrealizável. O risco é que, em vez do modelo mágico, a coisa acabe em Venezuela. Petro não parece ter o perfil para isso, apesar do vídeo em que aparece, tocado por uma doses a mais, falando num palanque sobre a glória da volta das bandeiras vermelhas. Os colombianos que votaram nele, obviamente, querem uma vida melhor – e mais benesses do Estado, a marca do nosso subdesenvolvimento sistêmico. Bandeiras vermelhas não vão preencher estas carências. Se não as aumentarem, já será um alívio”.



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