Política


Quebra de sigilo pode confirmar ação da Abin em prol da defesa de Flavio Bolsonaro no caso Queiroz, diz site


Publicado 23 de dezembro de 2020 às 17:24     Por Roberta Cesar     Foto Pedro França / Agência Senado

A quebra de sigilo telemático (de comunicações) pode confirmar ou não a ajuda da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) em prol da defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no caso das supostas “rachadinhas” envolvendo o ex-assessor Fabrício Queiroz. A quebra de sigilo deve acontecer se a Procuradoria-Geral da República (PGR) decidir investigar o caso a fundo. As informações foram publicadas pelo Uol, nesta quarta-feira (23).

Segundo juristas, peritos, policiais federais e agentes da Abin, se houver uma investigação “séria” e “independente”, como defendeu, nesta quarta (23), o ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, terá como descobrir se houve ou não ação ilegal.

Para isso, o primeiro passo já foi dado, com a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, pressionando a PGR para investigar o caso. Em seu despacho, a ministra sustentou o início das investigações alegando que o caso pode conter “atos penal e administrativamente relevantes”.

Já o segundo passo, é um pouco mais complexo. As diligências da investigação ficarão a cargo da Polícia Federal (PF). No entanto, o atual diretor-geral da PF, Rolando Alexandre de Souza, já atuou como secretário de Gestão e Planejamento da Abin, e é tido como braço direito do diretor da Abin, Alexandre Ramagem, que estaria sob o comando dos relatórios da agência enviados para Flávio Bolsonaro.



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