Publicações hoje afirmam que o senador Flávio Bolsonaro teria chegado aos EUA, segundo o investidor Simón Levy, que citou 'Operação Alba' e suposta articulação do secretário de Estado dos EUA. A viagem não foi confirmada.
Publicações nas redes sociais feitas HOJE apontam que o senador Flávio Bolsonaro estaria em território norte-americano. A informação foi divulgada pelo investidor e ex-secretário de Turismo do México, Simón Levy, que escreveu ter recebido a notícia pouco depois das 15h30. Segundo ele, a suposta saída do parlamentar do Brasil recebeu o codinome Operação Alba e contaria com articulação do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio.
“Como relatei há algumas horas, Flávio Bolsonaro chegou em segurança aos Estados Unidos. O cérebro por trás dessa operação é o Secretário de Estado dos EUA Marco Rubio. Dos Estados Unidos, livre e seguro, Flávio liderará a oposição contra Lula”, descreveu Levy.
A mesma versão circulou em despacho publicado pela agência de notícias Reuters, que também tratou o deslocamento como fuga realizada menos de 48 horas após o resultado das eleições presidenciais. Apesar da repercussão, nenhuma autoridade brasileira ou norte-americana confirmou oficialmente a viagem até o momento.
Levy, que se apresenta como empresário, advogado e aliado próximo do ex-presidente norte-americano Donald Trump, não detalhou como teria obtido as informações. O investidor apenas ressaltou, em novas postagens, que o movimento MAGA (Make America Great Again) apoiaria a permanência do senador em solo norte-americano com a finalidade de articular oposição ao presidente eleito.
A Polícia Federal (PF) aparece no centro de outro ponto do enredo. Depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a entrega do passaporte de Flávio no âmbito de investigação por lavagem de dinheiro, o documento foi cancelado porque o senador não o apresentou à corporação. A decisão corre sob segredo de justiça, mas foi divulgada publicamente pelo próprio parlamentar em suas redes.
Questionada HOJE sobre a suposta viagem, a assessoria de imprensa de Flávio Bolsonaro não retornou os contatos. Também não houve manifestação do Partido Liberal (PL), legenda do senador, que na segunda-feira reconheceu a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no pleito.
A ausência de confirmação oficial deixa em aberto uma série de pontos: se o parlamentar realmente conseguiu embarcar usando o documento já invalidado, quais canais diplomáticos teriam sido acionados e qual seria o papel efetivo de autoridades norte-americanas citadas nas postagens. Até que surjam registros formais de imigração ou manifestações públicas de organismos estatais, a viagem permanece no campo das informações atribuídas a terceiros.
Pessoas próximas ao parlamentar mostraram-se cautelosas ao comentar o tema e lembram que investigações em curso no STF ainda aguardam novos desdobramentos. Flávio Bolsonaro é alvo de procedimento que apura supostos crimes financeiros envolvendo o advogado Willer Tomaz. A possibilidade de deslocamento para outro país, portanto, poderá influenciar pedidos de medidas cautelares ou reforçar requerimentos já formulados pela Polícia Federal no inquérito.
Neste cenário, o noticiário monitora tanto a agenda política em Brasília quanto eventuais aparições públicas do senador em território norte-americano. Caso a presença se confirme, caberá às autoridades diplomáticas avaliar os próximos passos, incluindo eventual pedido de cooperação jurídica internacional.
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