Saúde


Anvisa aprova registro definitivo da vacina da Pfizer contra a covid-19


Publicado 23 de fevereiro de 2021 às 14:21     Por Fernanda Sales     Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta terça-feira (23), o registro definitivo no Brasil da vacina contra a covid-19 fabricada pela americana Pfizer, em parceria com a alemã BioNTech.

De acordo com a Folha de São Paulo, esse é o primeiro registro de uma vacina contra a covid-19 aprovado pela agência. Até então, o órgão havia dado aval ao uso emergencial de duas vacinas (Coronavac, do Butantan e da Sinovac, e Covishield, da Universidade de Oxford e da AstraZeneca), em um modelo considerado mais restrito.

Com a aprovação, a vacina da Pfizer já pode, em tese, ser aplicada no país. Mas, apesar de manter negociações, governo brasileiro, ainda negocia a compra da vacina da Pfizer. Segundo a Folha, a proposta mais recente é de 100 milhões de doses, sendo que as primeiras 8,71 milhões seriam entregues até julho. O restante, entre outubro e dezembro deste ano.

Em relação a cláusulas impostas pela farmacêutica, há algumas divergências, como a previsão de que a União assuma riscos e custos de efeitos colaterais dos produtos, mesma exigência feita a outros países e pela farmacêutica Janssen.

Segundo a Anvisa, o registro indica que o imunizante “teve sua segurança, qualidade e eficácia, aferidas e atestadas” pela equipe técnica. “Esperamos que outras vacinas estejam em breve sendo avaliadas e aprovadas”, disse a nota da Anvisa.

A vacina da Pfizer contra a covid-19 foi a primeira a ser aprovada e aplicada no mundo, no Reino Unido, em dezembro de 2020. Os EUA também iniciariam sua vacinação com o imunizante da Pfizer, no mesmo mês.

No ano passado, o Ministério da Saúde chegou a anunciar um memorando de intenções para compra de 70 milhões de doses da Pfizer. Em janeiro, o Ministério da Saúde e o Planalto divulgaram uma nota em que reconheciam ter recusado ofertas iniciais da Pfizer.

Leia mais:
Pfizer diz que não aceita condições de Bolsonaro para vender vacina contra covid-19 ao Brasil



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