Os trabalhadores da Ford, que anunciou nesta segunda-feira (11) o encerramento da produção de veículos em suas fábricas no Brasil, protestaram nesta terça-feira (12) contra o fechamento da fábrica em Camaçari, região metropolitana de Salvador, na Bahia. As informações são do Correio da Bahia.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Bahia, Júlio Bonfim, são 8 mil trabalhadores diretos afetados e, com as empresas de auto-peças, o número pode chegar a 12 mil. Apesar disso, segundo a publicação, a Ford anunciou que apenas cinco mil trabalhadores serão demitidos em toda América do Sul. “Os trabalhadores rodoviários vão ficar sem emprego. O pessoal da limpeza, da vigilância, do lanche vão ficar sem emprego. E a Ford tem a cara de pau de dizer que só são cinco mil trabalhadores afetados para amenizar a carnificina que está sendo feita”, disse Bonfim ao jornal.
O presidente do sindicato informou ainda que durante uma reunião com o presidente da Ford na América do Sul, a empresa divulgou que a decisão de encerramento da produção foi tomada por causa da instabilidade econômica do país.
No comunicado divulgado à imprensa, a Ford ressaltou que vai parar de produzir no Brasil, mas continuará no mercado nacional, importando veículos como a nova picape Ranger, a Transit e outros modelos, além dos planos de lançar diversos novos veículos conectados e eletrificados. A empresa destacou que a pandemia de covid-19 ampliou a capacidade ociosa de suas fábricas e a queda nas vendas, que já persistia por alguns anos.
No país desde 1919, a fabricante de automóveis manterá apenas o Centro de Desenvolvimento de Produto, na Bahia, o campo de provas e sua sede administrativa para a América do Sul, ambos em São Paulo.
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