Política


Denúncia: Vereador afirma que prefeitura de Lagarto descarta lixo em região não legalizada


Publicado 14 de janeiro de 2022 às 08:20     Por Dhenef Andrade     Foto Reprodução / Prefeitura de Lagarto

O descarte de lixo de forma irregular na cidade de Lagarto, no Sul de Sergipe, volta a ser alvo de denúncias dessa vez por parte do vereador do município, Matheus Corrêa (Cidadania). O parlamentar alega que prefeitura descarta os resíduos em um lixão não legalizado.

“O lixão de Lagarto está pegando fogo constantemente. Recebi vídeos do pessoal que mora na região do povoado Santo Antônio, Caperinha, Boa Vista. Chega até o centro de Lagarto essa fumaça tóxica que prejudica as vias aéreas em um momento como esse de surto de gripe. O município descumpre a lei do marco do saneamento”, afirma o parlamentar em entrevista à Fan Fm, nesta sexta-feira (14).

De acordo com Matheus, a prefeitura prometeu fechar o aterro ilegal até 31 de dezembro de 2021. “O município joga irregularmente o lixo nesse local, não é a população não. Não há aterro conveniado com o município”, disse Matheus ao afirmar que procurou o Consórcio Público de Resíduos Sólidos e Saneamento Básico do Sul e Centro Sul Sergipano (Conscensul) sobre proposta de instalação de um aterro na região de Lagarto.

“Mas não criando a gente tem que buscar o aterro mais próximo, por exemplo, em Itabaiana o aterro é em Rosário [do Catete]. A questão do lixo não é só ambiental, é de saúde também. Próximo a esse local ilegal moram cerca de 20 mil pessoas. Quando eles abrem as portas das suas casas a fumaça invade”, critica. Segundo ele, já há processo sobre o caso no Ministério Público de Sergipe (MP-SE).

O Ajunews buscou respostas junto à Prefeitura de Lagarto que por meio de sua assessoria afirmou que queimadas “estão acontecendo frequentemente devido a este período de escassez de chuvas e temperaturas altas fazem com que seja provocada combustão espontânea dos resíduos sólidos”.  Ainda na nota, a administração afirma que busca realizar a cobertura com material inerte dos resíduos sólidos e a eliminação dos focos de incêndios e que discute com o Conscensul a solução imediata até que o aterro sanitário da região centro sul esteja em operação. “Por isso, para evitar novas queimadas e melhorar a vida de quem hoje mora próximo ao local, a Administração Municipal está trabalhando para o fim do despejo de resíduos no terreno”, finaliza a nota.

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