Coronavírus


‘Nenhum hospital particular de Sergipe possui capacidade de ampliar UTI para covid-19’, alerta MP


Publicado 01 de julho de 2020 às 14:25     Por Peu Moraes     Foto Divulgação / Secretaria Estadual de Saúde

O Ministério Público de Sergipe (MP-SE) afirmou que pode faltar leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no estado para pacientes diagnosticados com o novo coronavírus (covid-19) na rede privada de saúde. “Nenhum hospital da rede privada de Sergipe possui capacidade de ampliar leitos de UTI para covid-19”, afirmou a promotora Euza Missano durante coletiva virtual à imprensa nesta quarta-feira (01).

Ainda segundo a promotora, existe uma preocupação para que os pacientes com covid-19 da rede privada não sejam transferidos para rede pública, visto que, os hospitais estão entrando no plano de contingência para atendimentos. “Necessário que as pessoas fiquem em casa se possível porque pode faltar leito de UTI até mesmo para aquele cidadão que tem plano de saúde. A situação é grave por isso estamos acompanhando diariamente essa situação”, afirmou.

Em reportagem publicada no mês de junho, AjuNews informou que o Governo de Sergipe, através da Secretaria Estadual de Saúde (SES), chegou a contratar no dia 27 de maio, por inexigibilidade no valor de R$ 12,580 milhões, 35 leitos de Unidade de terapia intensiva (UTI) e 31 leitos clínicos divididos entre três hospitais para aumentar a capacidade de internações de pessoas diagnosticadas com o novo coronavírus (covid-19).

Segundo o MP, outro fator de preocupação diz respeito a falta de equipe médica para compor o quadro de escalas para atendimentos de pacientes com covid-19. “Estamos recebendo informações que muitos médicos estão ficando doentes com a sobrecarrega de trabalho e outros foram diagnosticados com a doença. Essa situação nos preocupa porque pode chegar o momento que falte médicos e leitos para receber as pessoas”, completou.

Nesta semana, o Ministério Público Federal afirmou que vai acionar alguns fornecedores de medicamentos e insumos para explicar as denúncias de possíveis faltas de remédios para estabilizar pacientes com casos mais graves da doença. “A Secretaria Estadual de Saúde precisa esclarecer esse possível desabastecimento de medicamentos para manter e internar pacientes com covid-19”, disse Marta Figueira, do MPF.

De acordo Figueira, nenhum paciente da rede privada deixará de ser atendido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), pois o sistema tem caráter universal, entretanto, mecanismo de ressarcimento do custo desse paciente será sugerido, uma vez que a pessoa pagou pelo serviço para uma prestadora ou plano de saúde.

“Muitos hospitais privados informaram que não possuem espaço físico para ampliar sua capacidade de atendimento caso esses pacientes precisem serão atendidos na rede pública. No entanto, as operadas precisam fazer um plano emergencial como a construção de Hospital de Campanha para receber todos os pacientes que precisarem de atendimento e futuramente fazer o ressarcimento desse custo para o SUS”, finalizou.

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