Política


Baleia Rossi e Arthur Lira oferecem cargos via governadores para evitar traições na eleição da Câmara


Publicado 13 de janeiro de 2021 às 12:41     Por Fernanda Sales     Foto Arquivo / Câmara dos Deputados

Para evitar traições durante a eleição da presidência da Câmara dos Deputados, os dois principais candidatos ao cargo, os deputados Baleia Rossi (MDB-SP) e Arthur Lira (PP-AL), decidiram buscar apoios dos governadores e negociar cargos para conseguir segurar os votos. As informações são da Folha de São Paulo.

De acordo com a publicação, os cálculos dos blocos dos dois candidatos são que, hoje, há um percentual de risco de defecção de pelo menos 20%. Ou seja, que no mínimo 1/5 dos deputados federais que formam cada grupo partidário pode votar no candidato adversário. Para evitar traições, tanto Lira como Baleia têm trabalhado para reduzir esse percentual a 10%.

Neste início de ano, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), telefonou para governadores aliados e pediu que eles intercedam por seu candidato, Baleia. Segundo a Folha, Maia acionou mais de dez governadores, entre eles o do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), e o do Ceará, Camilo Santana (PT).

A intenção é evitar que haja dissidências no bloco que hoje apoia Baleia, formado por PT, PC do B, PSB, PDT, DEM, PSDB, MDB, Cidadania, PV, Rede e PSL. Apesar dos anúncios partidários de apoios, o voto para a presidência da Câmara é secreto.

Já a campanha de Lira, candidato do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), calcula que há ao menos 30% de defecções nessas siglas e aposta que haverá traições a Baleia em todos os partidos que apoiam a sua candidatura, inclusive no MDB. Lira trabalha justamente para estimular as dissidências.

Formalmente, o bloco de apoio ao integrante do PP é menor que o do emedebista e composto por PL, PSD, Republicanos, Avante, Podemos, Patriota, PSC e PROS. Outros partidos, como Solidariedade e PTB, ainda não tomaram uma decisão formal. E há siglas rachadas quase ao meio, como o PSL.

Com o objetivo de aumentar as divisões, integrantes do grupo de Lira têm ameaçado retirar cargos no governo federal de deputados que não o apoiarem. O movimento conta com apoio da articulação política do Palácio do Planalto, que deu sinal verde ao deputado para fazer a ameaça.

Para o jornal, atualmente, deputados federais de MDB, DEM e PSDB contam com indicados em funções federais. Pessoas ligadas à campanha do PP têm dito que o governo federal não tem compromisso em manter indicados na estrutura do Executivo de quem votar contra Lira.

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